Mente?

Seus desejos superam a sua mente?

Sua mente é dispersa? Sua mente fixa o olhar em você?

Sua mente esta lúcida?

Sua mente esta clara?

Sua mente é conscienciosa?

Sua mente te fala a verdade sobre tudo?

Sua mente… Mente?

Sua mente esta procurando te guiar para o melhor?

Sua mente tem real consciência de tudo que se passa com você?

Sua mente esta cuidando de sua saúde? Suavemente?

Sua mente fica vagando por assuntos e situações crenças, desejos e esquece-se de você?

Sua mente te faz caminhar?  Para frente?

Sua mente te faz praticar esporte?

Sua mente lhe soa bem? Sua mente te faz suar?

Sua mente te leva para suar ou somente sente soar lhe bem.

Sua mente te faz suar ou conspira e você não transpira?

Suar a pele, sue bem… Isso é o que lhe soa bem.

A sua mente é que esta te deixando gordo, a sua mente é que não cuida de você.

Sua mente não esta cuidando bem de você como um todo

Ou sua mente te faz comer como um tolo? De carne até bolo?

Deixa de ser bobo, diz: A mente.

– Vamos… Coma de tudo farinha, açúcar, carne, cozido, já tem tudo aí na sua mente e isso desde criança, esta tudo em sua mente permanentemente.

-Mente que nem sente.·.

Sua mente… Ou você dela? É sua a mente? Dê uma “espiadela”.

Suar a pele… Sue bem… Isso é o que lhe soa bem.

Corra para saúde e de sua mente

Fuja do engodo do iodo Fuja… Seja fugaz, seu mundo é você quem faz…

Fugir do frigir, do assar, do cozinhar, corra para o frugivorismo, aumente seu gás.

Corra para emagrecer… Corra para o Frugivorismo para não padecer.

Saúde para você e para sua mente.

Pelos seus frutos vos conhecereis… Não mais ter mente que mente.

Somente Namastê.

 

Credito foto: Olá, serra Gaúcha.

Deixar ir.

Vamos direto a lucidez. Uma arma importante ou uma necessidade para dirimir problemas de raciocínio frente à escalada da vida e próxima a morte.

O trajeto de vida as expectativas e certezas vão sendo fundadas e fundamentadas ao logo do longo percurso que se faz em paralelo em sua mente.

Um deposito. Um arquivo composto por varias pastas que vão sendo acumuladas e mantidas a frente igual a cenoura que colocamos a frente do cavalo para ver se ele anda, um ponto ou alguns pontos que se fazem “imexíveis”, até então, sendo modificadas pós anos e anos de vivência e que em um certo momento de confronto e com o atingimento da consciência, motivado pela necessidade e sem impetuosidade se faz claro, criando em nós a  necessidade de posicionamento e inteligência para seguir.

O ato de nos afastarmos e nos abstermos de nossos pensamentos para um desfecho menos traumático é um ato politico, na essência da palavra.

Tomado em contra ponto ao que vemos e satisfazendo a maioria que normalmente não se faz conta e não se dá conta da gravidade do ser, com a profundeza desse mesmo, são posicionamentos cegos, brutais, mas que se impõem pelo poder dessa energia chamada dinheiro.

Entendo hoje a postura e a mudança de rumo, paradigma, time etc, que são feitas por muitos em razão da falta de amor e com toda a razão que o dinheiro imprime e se transforma nas chibatas atuais dadas em qualquer local, e parte do ser, interna e externamente.

Medos e certezas que alguns trabalharam uma vida toda para que não acontecesse se reproduz e se faz presente na vida desses mesmos, que tanto lutaram para que os seus medos não se concretizassem em suas vidas.

E olham ali eles presentes mesmos dentro de seus castelos e de suas armaduras forjadas no seu tempo.

A postura de deixar ir… Soltar o barco nesse grande mar aberto se faz mesmo com o ser vivo um ritual de despedida forjado contra seu gosto, contra sua visão de vida, do amor e da necessidade do ser.

Você se vê lúcido e tomando uma posição de despedida e de impotência frente um problema que no passado seria resolvido no ímpeto.

O bote esta ali, sobre as ondas que o sacode como dizendo seu tempo acabou, temos pressa, outros botes estão aqui para serem deixados no mar da vida.

O Sal das lágrimas contribui ainda mais com o enchimento do oceano dos prantos alçados por todos aqueles que foram vencidos por sua própria covardia e incapacidade de se opor, sem a energia do dinheiro.

Isso é maturidade. Matar paradigmas construídos ao longo de todas as idades e vaidades.

Se matar para a ação e nascer para a maturidade.

Um puro sangue adestrado pelas pauladas da vida, domado e sem a sua essência vital. Um… Mais um ritualista do Ganges.

No final, ninguém pensa no que você pensa.

 

Taxo.

“La pa trais”, lapa me trás e lá para trás me levou.

Acho que o trajeto que fiz e faço me levou e me leva.

Até nevou no semiárido. Neva agora até no serrado.

Acima do equador e abaixo.

Nesse xaxado a baixo para baixo e tem baixo para alto.

Abaixado para pegar o tacho de cobre, que com zinabrado se cobre.

Ali Um moleque endiabrado, para ele sobra às sobras do pé de moleque,

Eita moleque que de coitado não tem nada, sobrou para ele á pá de madeira e com ela ele faz o seu riscado.

No doce de leite na goiabada e até no sabão de soda que com cinzas é confeccionado.

As cinzas do carvão que risca e suja é a mesma que faz o risco preto e o cinza ficar branco tal qual a neve que caiu no semiárido.

O moleque vai”ariando “agora aquele tacho fundo, dourado, sua avó o olha lá do fundo,

Abaixou pegou novamente o limão para esfregar com movimentos ritmados.

Aprendeu com aquela que o via e o seguia com o olhar desconfiado.

-Esse moleque, precisa ficar de olho nele, queria tirar uma vez o zinabre com vinagre.

Eita moleque todo dia endiabrado e a noite até deitado, faz o seu riscado.

A dias estava o tacho parado lá em cima pendurado olhando o moleque cá embaixo,

O moleque às Vezes sentia e achava que o tacho o olhava e o tachava de varias coisas.

Dai então ele se virava e se gabava da beleza que tinha ficado aquele que por ele tinha sido ariado, não adiantando nada aos seus olhos ali continuava.

E se fazia de arrogado e a modéstia as favas, gritava:

Tem que ser muito macho para deixar o tacho assim tão bem” ariado”

Sua avó lá do fundo gritava: Falo baixo, deixa de ser medroso é só um taxo.

Eu não acho… Pensava o moleque cabisbaixo. Logo ele que ia tão alto com suas diabruras.

Era um cagão ali em baixo de um simples taxo.

 

Revelou-se a mim.

Atingir o momento o estado de revelação que se encontra em nós se faz pela junção de inúmeros elementos equações dos sentimentos.

Sentimentos são equações infindas que se somam em um único resultado vindo pelos questionamentos.

Elas se revelam de uma forma simples com uma sutileza incrível, elas estão o tempo todo ali a sua frente como uma flor sobre um obelisco… E gira à medida que giramos.

As brumas ocasionadas pelo nosso querer, o nosso pedir não nos deixa enxergar a sublimidade desse estagio.

Essa revelação simplória é frágil, por isso nosso sentido precisa se encontrar e estar na sua mesma faixa vibracional.

Como que se entrássemos nesse estado pós uma entrega de tudo, sem saber que ela poderia a vir se revelar, sem saber… Destituído de tudo de toda a FÉ.

Sem saber até que  estávamos a necessitar do acolhimento da energia do mais puro amor do que anima o nosso melhor. O estado de descrença e de falta de fé, de estar  perdido, sem ser escutado e sem amor não nos deixa enxergar e por tanto nos afasta do contato com o sublime.

Com certeza a dor e o afastamento da consciência. Ela veio a se revelar para me resgatar…

O encontro com inefável… A apresentação de um estado destituído do ego.

O Equilíbrio e tudo mais estão aquém dessa parede.

Ela esta em uma dimensão diferente da nossa, avistei por um portal simples, como uma fenda, uma janela.

O vermelho com alaranjado se faz presente como que a trama de um lençol de cetim abaixo de um tipo de flor que sintetiza tudo que é desprendimento e querência e dor.

A sublimação de tudo pela revelação de nada te atingir foi o que me falou ao coração.

Esse é o ponto. Nada pode nos atingir se ficarmos firme na lembrança dessa revelação

Que eu consiga continuar e que todos mais possam ter o mesmo encontro…

Que ela me fortaleça, daqui para frente…

Gratidão.

Que este amor não me cegue. (Hilda Hilst, in ‘Cantares do Sem-Nome e de Partidas’)

Que este Amor não me Cegue

Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser aranhas e formigas.Que este amor só me veja de partida.