Ampulheta em punho, faz tempo.

Ampulheta “punhéta” o tempo.

De ampulheta em ampulheta, de mão em mão.

De punheta em punheta, vejo o tempo passar.

Todo o tempo esta e vive dentro da ampulheta.

Ampulheta em punho, não me oponho.

Ponho de um lado, ponho de outro.

De repente não  consigo enxergar entrou um grão da areia em meus olhos.

Fecho olhos  para ver se as lágrimas o expele.

Fecho os olhos e não vejo o tempo passar.

Fico aguardando, dando tempo ao tempo.

Componho e sonho tudo começou como um grão de areia.

Que um dia se transformou em praia. Surfei nessa onda.

Outro dia virou um tsunami. Me revirou de perna para cima

Hoje esta deserto. É a minha sina.

– Matou meu tempo. E olha que faz tempo.

Faça uma rúbrica na folha. E logo abaixo assina.

Assinatura: Ampulheta assassina.

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