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Sobre Luciano

Um livre pensador aprendendo a viver

Embriague-se. (Charles Baudelaire)

 

É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: É hora de embriagar-se!

Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

(Musica: Laurie Anderson.)

 

Feliz dia, do: Isso dói mais em mim do que em você.

A sua mãe representa o que para você? Tem e teve muitos embates com ela?

Mães no geral são preocupadas,

Mãe estou com dor…Seja ela qual for, como que em um passe de magica livra com seu amor.

Mãe estou com frio…Seja ele um pequeno pintainho a sentir,  com suas asas ela afugenta o problema em seu ninho.

Soninho profundo, só se conseguiu no passado pensa hoje o pobre moribundo.

Coitado.

Suas dores hoje se confundem com a de todo o universo. Mas o universo de

Todas as dores existentes no mundo passavam com tapinhas no bumbum.

Que dicotomia pensa o gato enquanto mia.

Mas se estivesse com raiva os tapinhas no bumbum dados pela mãe era a maior de todas as dores quase uma tortura.

Isso dói mais em mim do que em você. Ela dizia.

Hoje como pai quase consigo entender a dor que ela sentia, vendo nela como a velhice e a doença a ataca com covardia.

Tento bater ficar dando tapinhas em seu braço, passar as mãos em seus poucos cabelos em sua pele enrugada.

Ela fechou seus olhos parece descansada, nessa madrugada não dormiu quase nada.

O carinho em sua cabeça lhe confortou e seus olhos se fecharam, aquele menino que não entendia quase nada sobre a dor que ela sentia e dizia ser  maior do que a minha.

Hoje, com amargor o sentimento que tenho é maior que a dor.

É um misto de saudade e de pedido de perdão, na troca de olhares transportamo-nos para uma outra dimensão: A da gratidão.

Dona Elza hoje dói mais em mim do que em você. Os tapinhas que a vida nos dá são nocautes que nem Deus  consegue amenizar.

Por isso dói tanto….

-Mãe estou com dor… com muita dor. Dói mas em mim do que em você e em todo universo.

Demorou muito tempo para que eu entendesse a dor que você sentia quando me corrigia.

Hoje eu sei a dor que você sentia.

Aceite o meu presente de gratidão, o meu pedido de perdão em seu dia.

Não mais importa se é feliz o dia das mães e sim que temos mais um dia…para que os olhares se cruzem.

 

 

 

 

 

 

Homem tarado por sapato.

Mulher é sobre você que vou falar. Esta me ouvindo? Consegue me ler? Consegue ler os meus pensamentos?

E para que isso?

As coisas podem ser muito mais fáceis para nós dois.

Te garanto isso.  Se desarme.

Pare por um momento de pensar em tantos problemas agora somos só nós dois, isso mesmo só nós dois,  te ajudo a tirar esse nó no pescoço.

Pode parecer para ti que é impossível para mim fazer isso já que não consigo desatar os nós de meus sapatos.E com certeza sei que sempre o fara se lhe solicitar.

Não são de amenidades corriqueiras que eu como seu homem e sei que o sou. Para muitas mulheres sou o que habita somente no imaginário das noites e nas noites. No imaginário das coisas e do olhar nesse e desse grande vazio que se fez e que se faz no tempo e na alma feminina. Eu sou o seu homem.

Me de essa oportunidade, afinal você sabe o por que  de tantos sapatos que tens?

O por que e o para que dessa sua  tara que tens a muito tempo e que não sabe o por que dela e o por que disso?

-Eu já de pronto te digo para mim,  por minha causa.

Sou o homem o que tens em pensamento que habita seus desejos e que vive em sua alma, que sempre sonhara. E que de ante mão já vou lhe avisando não sou o príncipe dos contos de fadas e nem como diria o Jung a busca do Pai.

Sou aquele para o qual sempre comprou seus sapatos, sim eu sou o motivo de sua tara para com os sapatos, simplesmente isso.

Sou aquele que te peço que use salto alto, somente ele, para estar comigo.

E que  você atendeu e me veio com um  sapato  da cor do vinho, do sangue que corre em suas veias da cor do vento e de suas entranhas.

O bico veio fino assim como o bico e as pontas de seus seios que apontam para mim como sendo o culpado de tanto arrepio sentido.

Sem sentido fica ali a luz  e o lençol esticado , os músculos de suas  coxas são  mais importantes agora do que os neurônios do cérebro.

(Sim o assunto é para adultos e para você que carrega a jovialidade no olhar que transpira o liquido salgado e que é doce no seu interior.)

O sapato aperta um pouco os dedos laterais que se aliviam quando se apercebem que ali esta o meu olhar o que faltava para dar o sentido a tudo se faz presente e agora ele percebe-se que foi encontrado, por alguém que lhe da valor e que é a razão de sua existência se enxerga como um sapato e um objeto de fetiche,  que ele não foi perdido em um conto de fada, ele se faz presente ele é o presente.

Que esta ali com sua dona que ele é,  que ela  nunca o deixaria para trás ele se apercebe que a magia não esta na meia noite, afinal ali estão sem saber que horas são e é o que menos tem importância, não é conto, não é ilusório e sim poesia.

Ele agora sente os pés de sua dona a que lhe comanda, sente que ela,  dar alguns passos, em direção ao olhar que ele tinha recebido, sente agora que ela também olha para ele, se sente importante se sente um com ela. Ela  leva a mão ao seu calcanhar para retirar o band aid que se enrolou a medida que os passos foram dados o vinho tinto naquela taça de cristal da boemia em sua mão, pinta um compose perfeito com ele cores matizes que se entrelaçam na trama do lençol, ele que de baixo assiste tudo o que acontece agora com o olhar que sai de seu corpo para ir ao corpo de sua dona que elegantemente,  deixa a taça de vinho ao lado da cama  sem tirar o olhar dos olhos de mim que vus falo.

Eu atônito assisto a isso tudo, mordo meus lábios minha nudez se une a sua somente ali o sapato de salto alto de cor vinho, com saltos altos a me espreitar, não tenho duvidas salto sobre o corpo dela que logo abraça o meu, o risco deixado no lençol pela ponta do sapato desarrumando o lenço que quando da venda se dizia ter mais de mil fios egípcios essa trama se perde frente o encontro do ser, sem drama sem trama.

A comedia humana se rende agora a verdade se rende a descoberta e ao encontro da essência do ser.

Eu a pega pelo cabelo como um senhorio ela se atraca as tiras de couro vegetal que serve de decoração a cabeceira da cama e ali com minhas coxas, empurro as coxas delas para o lado, ela em um momento de êxtase tenta tirar o sapato, com uma das mãos e eu digo, deixa-os assim como estão….estou aqui para satisfazer e me revelar a ambos.

(Como assim satisfazer eu e o sapato?( Pensou ela))

Eu como que adivinhando lhe respondi.

Satisfazer a você e a mim.

Ai o gozo foi intenso. As tiras de couro na cabeceira da cama,  não arrebentaram e não se soltaram por que ela se entregou.

Dormiu de sapatos eu não deixei que os tirasse.

E eu nunca os  tirei….Da minha imaginação.

A carne é fraca.

Então a “população caiu como um ‘patinho”?

Goleiro Cássio do Corinthians diz que esta tranquilo, pois só comia queixada.
Dilma disse que começou andar de bicicleta por que um dia chamaram-na de bucho,
Agora deixou para trás o coxão mole e esta com o coxão duro. É uma beleza para as coxas. Músculos e mais músculos. Na maminha diz que não tem silicone. E que esta bem mais “sadia” depois dos exercícios.
Molusco não se sabe como ainda tem fígado. Ele com aquele sorriso do “Lagarto” foi logo adiantando que não tinha dedo dele nessa operação da lava a jato. E disparou que a mais de 50 anos que escuta sobre isso, Dercy já dizia que era “acem”. Diz também que sente saudade da Maminha que a Mariza fazia. E foi logo com a ponta de agulha alfinetando: Esse moleque do Moro ainda nem saiu da “fraldinha” e esta ai querendo dar um pé no “traseiro” de todos os políticos.
A briga que Marisa teve com o molusco por causa daquela galinha que ele arranjou para pagar as despesas, lembram? Foi um papelão.
Gritava que a cabeça da galinha era oca e que essas safadas não gostam de levar “linguiça”.(uma baixaria total). Seara campo de cereal virou linguiça. Pode isso Bonner? Tony Pelos com Roberto Carlos debaixo dos caracóis de seus cabelos não mais faram propaganda de carnes. Agora é a vez do Mr. “ALCATRA”… com o Hit..As novinhas ninguém resiste, a Carne é Fraca.

Hodiernamente.

A tempos que ele não sossegava a mente a mente não sossega.

Quem mente a tempos não sossega só sossegava a mente.

Sossegadamente, diuturnamente comumente infelizmente, mente.

indubitavelmente concomitantemente, mente.

Esporadicamente sente, mas não é frequente.

Quanta gente, quantas mentes sofrem concomitantemente.

Paulatinamente sorrateiramente se mostrou.

Provavelmente , nem ela mesmo se conhece.

Alguns dizem que na verdade todos mentem.

Esses mesmo dizem: Eu te amo.

 

 

 

 

 

 

Jung, Freud e eu.

Não mudo o meu estado de consciência quando escrevo.

Mas acesso um outro plano ou dimensão. Seja ela a terceira ou a décima segunda.

Freud e Jung as vezes se postam a me ouvir e até opinar. Se falo. Freud aparece.

É só falar ele aparece e dá os seus pitacos, quando entro mais para o lado das coincidências, Igual a essa de Falo com Freud.,Jung sai do pó que foi para voltar ao pó da sala.

Aquele ditado que diz: Do pó saímos ao pó voltaremos, com certeza foi uma metáfora que lançaram para cima do Jung, mas ele me diz aqui ao meu lado: Que levanta a poeira e dá a volta por cima e que sacode sempre o pó da viagem que faz,  Quando sai da dimensão onde esta e vem aqui para encontra e falar comigo. Diz que tenho um papo “cabeça”

E que é para que eu faça o mesmo. Imagina eu seguir o conselho de Jung? Ai que ficaria pior  a coisa.

O “manicado”do Freud com essa coisas que eu falo, associa tudo que falo com Falo.

Eu já não falo nada. Não sou de comentar.

Freud disse que é melhor estar morto do que ver tudo que esta ai, liberdade de gênero, numero e grau. Imagina então se eles ouvissem  um “pancadão”.

Espera Jung, que esta olhando para mim com essa cara? Pancadão é um baile onde se toca Funk…

Fuck? Grita Freud.

Agora ferrou Jung achando que sou “pancadão”( gíria do tempo dele) e a mente do Freud já associa Funk com Fuck.

Melhor para de escrever…que saudade do Chico Xavier.

 

Projeto de vida.

Meu projeto de vida foi traçado a muito tempo.

Um esboço  fiz em e com a minha mente criativa.

Tracei vários planos de como levar ao cume esses ideais.

As ideias foram muitas as ações ainda mais.

Via quase tudo com o olhar pelo ângulo religioso.

Isso dava a minha obra um alicerce forte,

Fundamento religioso era a base de tudo.

Até o dia em que tudo ruiu.

Os pilares de sustentação, caíram no descrédito.

Me separei então do mundo ergui varias paredes.

Fui para o subsolo do ser.

Os degraus foram descidos de uma vez.

Ali fiquei ali estacionei.

O alarme soou,

Escutaram mas pensaram consigo mesmo.

-Foi só mais um daqueles alarmes falsos.

Ou só mais um arquiteto no mercado, com suas abobrinhas.

Nesse compasso tento ver por outro ângulo e apagar da memoria,

A multa que levei por habitar em um projeto sem habite-se e que desmoronou.

Nos escombros acharam-se varias vitimas. Na frente da obra sobrou somente a placa.

Arquiteto Luciano Cesar Teixeira.

 

 

 

Chupou e jogou fora o bagaço.

Ela abandonou o amante talvez por ele gostar tanto dela.

Ela continuou com o outro talvez por gostar tanto dela.

Ela continuou com o dinheiro por gostar tanto dele.

No final das contas aqui não se tem problema com o amor.

No final das contas aqui é só uma questão do sujeito.

Quem se sujeita a tal coisa, no fundo o dinheiro é o sujeito.

Não precisa-se ter predicado e nem rasgar o verbo

Não se rasga o verbo e muito menos dinheiro.

Já o coração…esse esta rasgado não se tem preço.

Tudo é uma questão de preço e não de apreço.

Nessa eu nem apareço afinal de contas. Sou somente contas.

Despesas pesa no relacionamento.

O preço de um amor é o mesmo de uma marmitex.

Com laranja de sobremesa, chupa-se e joga fora o bagaço.

O restante engole pois gosta do meu sabor.

A minha cara ( eu sou barato )metade da laranja outro deve estar chupando…como sempre.

 

 

 

Aprendiz de poeta.

Preciso aprender com os poetas que sofrem mais do que eu.

Nesse sofrimento conseguem expressar o que sentem relacionando tudo com qualquer coisa com a dor, com a flor com o disco voador até com a criação.

Eu mal criado, mal amado sem redenção sofro por alem de sentir e ser tudo isso não saber expressar a falta que tu me faz.

Se relaciona com jóia rara com o que sou com o que sei o que eu sonhei não falo, não consigo atingir com maestria o sentimento que se faz em vão em qualquer taça de vinho em qualquer solidão.

Vivo então sem assunto, bebendo o vinho sem razão, não sei fazer outra rima que não seja solidão. A culpa com certeza é do vinho.

Mas hoje não tem como reclamar o vinho é dos bons. Sim mas eu sou de quem? Dos duros ferrados dos ruins dos maus amados.

Um dia serei um poeta estou no caminho, somente o vinho mudou a taça secou a dor também me seca me disseca quem quiser falar de amor.

Sou a flor usada pela metafisica mas insistem em me avaliar pela física.

O perfume que existe no meu sonho ou nas minhas divagações quando exponho são cortados picados até as micras para saber o que tenho.

Um dia sentirão o meu perfume espero que não seja tarde. Ou a tarde, que seja único e que sintam. Eu sinto muito. E como sinto.

Alguns dizem que é amor, outros que é falta dele.

Quem sabe?

De novo essa coisa do amor.

Meu amigo, se você encontrou o amor por que brincas com o momento?

– Você deve gostar muito de contos de fada, a vida tem outras coisas mais importantes.

-Gostas somente dos contos de fhoda.

-Quantos hoje deixariam tudo por um verdadeiro amor? O dos beijos bem dados do encaixe na cama, do que te faz suspirar o da admiração o do Tesão verdadeiro?

Diga lá quantos…Quantos trocaria o conforto e a grana pelo amor? Para amar e estar ao lado da outra pessoa sempre, querendo sempre o melhor para ela?

-Amor? No passado será que existia? Seria ele uma fuga? Seria ele um momento ao dia?

Como vês realmente não sei nada sobre o amor, sei o que é amar, sei tudo…mas tudo mesmo, ainda não vi ou não aprendi o que é ser amado.

Penso por estar duro, por ser chato, por ser isso ou aquilo e tantas outras coisas.

Mas um dia quem sabe um dia…experimentarei essa coisa da reciprocidade.

Não tem idade para isso, então sigo querendo aprender.

Amor…

Amor…

Amor..( Foi a pior coisa que escrevi nessa vida, fica aqui só como registro.)

O parque para que?

A figura do parque do banco de madeira compõe bem o poema.

O sentar ao chão na grama verde com toalha bege compõe bem o poema.

O vinho de cor vinho os pratos de cerâmica compõe bem o poema até a semântica.

Todo poema não precisa de rima, quando as pessoas se combinam.

Os que amam fazem piqueniques nos parques. No chão na grama.

O que não ama também faz na cabeça do outro. Jogam no chão na lama.

Uma trama tecida tramada mesmo sem ter sido, esta incrustada no DNA.

O pão duro amanhecido é a sobra do que caiu da grande mesa do universo.

O universo das coisas tem dessas cousas, ai de quem ousa usar de outra forma.

Ele não se conforma disforme que é sempre de pé, sorrateiro para dar o bote certeiro.

E como acerta a seta na testa do escolhido, em minha testa tem o seu nome esculpido.

O numero da besta na testa atesta que não existe livre arbítrio, pré determinismo isso sim.

Meu destino esta marcado desde o inicio, escolhi essa cabeça, escolhi essa energia.

Agora me passa o pão, por favor…por favor, Não tenho o que comer.

Alimente-se de mim assim como me alimento de você.

Deixa eu contar…Pronto a sétima vértebra. Cada um interpreta como quer.

Profecia de tempo passado. Sempre tem uma mulher ausente no presente.

 

 

Ampulheta em punho, faz tempo.

Ampulheta “punhéta” o tempo.

De ampulheta em ampulheta, de mão em mão.

De punheta em punheta, vejo o tempo passar.

Todo o tempo esta e vive dentro da ampulheta.

Ampulheta em punho, não me oponho.

Ponho de um lado, ponho de outro.

De repente não  consigo enxergar entrou um grão da areia em meus olhos.

Fecho olhos  para ver se as lágrimas o expele.

Fecho os olhos e não vejo o tempo passar.

Fico aguardando, dando tempo ao tempo.

Componho e sonho tudo começou como um grão de areia.

Que um dia se transformou em praia. Surfei nessa onda.

Outro dia virou um tsunami. Me revirou de perna para cima

Hoje esta deserto. É a minha sina.

– Matou meu tempo. E olha que faz tempo.

Faça uma rúbrica na folha. E logo abaixo assina.

Assinatura: Ampulheta assassina.

Vivissecção

Realidade que de arte não tem nada, escuto o barulho de minha respiração, ininterrupto, perdi a lucidez por alguns anos e acordo no espaço.

Melhor dormir sozinho nessa imensidão do que partilhar a cama com quem não se ama pensei eu nesse momento.

Estou aqui nesse lugar pela ciência? Vivisseção de macaco velho?

Minha respiração se faz por meio de oxigênio injetado. Já respirei o ar de outra pessoa e de tantas outras. Vivia em função de outro experimento o amoroso versus o rancoroso.

Quereria que meu dia de hoje fosse um dia  profético, em profecias um dia corresponde se não me engano a um ano.( Lev. 25:8- as sete semanas de ano, cada dia por um ano. Núm. 14:34 e Ezez.4:6-7).

Mas a ciência ou o destino ou o deus ou o cosmos sabe-se lá quem. Quer que eu sinta como é esperar, aguardar ficar sem forças e suportar.

Sigo aqui ouvindo minha respiração o seu barulho o seu ritmo, hoje durmo só, não tenho quem eu não gosto ao meu lado ou quem eu gosto.

Você que é livre, tem dinheiro, viaja, faz o que bem entende de seu corpo, de suas ações de seus sentimentos, vivissecciona os outros em prol da ciência, perguntou sobre os sentimentos do vivissectado? Não? Não te importa, né mesmo? Esta fazendo isso por que tem verbas tem dinheiro e se acha com direitos porque manda…

Macaco Véio não enfia a mão em cumbuca…o que enfia é porque esta com fome, espera que um dia seja solto. Eu aqui no espaço não posso reclamar afinal ainda respiro.

Coloque a mão para os céus por ainda ter e ser motivo de pesquisa e frieza dos pesquisadores, o macaco velho.

Acho que dormirei novamente…tudo seria perfeito se não fosse o vizinho…

Cada macaco em seu galho. O meu é o de baixo…