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Deixar ir.

Vamos direto a lucidez. Uma arma importante ou uma necessidade para dirimir problemas de raciocínio frente à escalada da vida e próxima a morte.

O trajeto de vida as expectativas e certezas vão sendo fundadas e fundamentadas ao logo do longo percurso que se faz em paralelo em sua mente.

Um deposito. Um arquivo composto por varias pastas que vão sendo acumuladas e mantidas a frente igual a cenoura que colocamos a frente do cavalo para ver se ele anda, um ponto ou alguns pontos que se fazem “imexíveis”, até então, sendo modificadas pós anos e anos de vivência e que em um certo momento de confronto e com o atingimento da consciência, motivado pela necessidade e sem impetuosidade se faz claro, criando em nós a  necessidade de posicionamento e inteligência para seguir.

O ato de nos afastarmos e nos abstermos de nossos pensamentos para um desfecho menos traumático é um ato politico, na essência da palavra.

Tomado em contra ponto ao que vemos e satisfazendo a maioria que normalmente não se faz conta e não se dá conta da gravidade do ser, com a profundeza desse mesmo, são posicionamentos cegos, brutais, mas que se impõem pelo poder dessa energia chamada dinheiro.

Entendo hoje a postura e a mudança de rumo, paradigma, time etc, que são feitas por muitos em razão da falta de amor e com toda a razão que o dinheiro imprime e se transforma nas chibatas atuais dadas em qualquer local, e parte do ser, interna e externamente.

Medos e certezas que alguns trabalharam uma vida toda para que não acontecesse se reproduz e se faz presente na vida desses mesmos, que tanto lutaram para que os seus medos não se concretizassem em suas vidas.

E olham ali eles presentes mesmos dentro de seus castelos e de suas armaduras forjadas no seu tempo.

A postura de deixar ir… Soltar o barco nesse grande mar aberto se faz mesmo com o ser vivo um ritual de despedida forjado contra seu gosto, contra sua visão de vida, do amor e da necessidade do ser.

Você se vê lúcido e tomando uma posição de despedida e de impotência frente um problema que no passado seria resolvido no ímpeto.

O bote esta ali, sobre as ondas que o sacode como dizendo seu tempo acabou, temos pressa, outros botes estão aqui para serem deixados no mar da vida.

O Sal das lágrimas contribui ainda mais com o enchimento do oceano dos prantos alçados por todos aqueles que foram vencidos por sua própria covardia e incapacidade de se opor, sem a energia do dinheiro.

Isso é maturidade. Matar paradigmas construídos ao longo de todas as idades e vaidades.

Se matar para a ação e nascer para a maturidade.

Um puro sangue adestrado pelas pauladas da vida, domado e sem a sua essência vital. Um… Mais um ritualista do Ganges.

No final, ninguém pensa no que você pensa.

 

Revelou-se a mim.

Atingir o momento o estado de revelação que se encontra em nós se faz pela junção de inúmeros elementos equações dos sentimentos.

Sentimentos são equações infindas que se somam em um único resultado vindo pelos questionamentos.

Elas se revelam de uma forma simples com uma sutileza incrível, elas estão o tempo todo ali a sua frente como uma flor sobre um obelisco… E gira à medida que giramos.

As brumas ocasionadas pelo nosso querer, o nosso pedir não nos deixa enxergar a sublimidade desse estagio.

Essa revelação simplória é frágil, por isso nosso sentido precisa se encontrar e estar na sua mesma faixa vibracional.

Como que se entrássemos nesse estado pós uma entrega de tudo, sem saber que ela poderia a vir se revelar, sem saber… Destituído de tudo de toda a FÉ.

Sem saber até que  estávamos a necessitar do acolhimento da energia do mais puro amor do que anima o nosso melhor. O estado de descrença e de falta de fé, de estar  perdido, sem ser escutado e sem amor não nos deixa enxergar e por tanto nos afasta do contato com o sublime.

Com certeza a dor e o afastamento da consciência. Ela veio a se revelar para me resgatar…

O encontro com inefável… A apresentação de um estado destituído do ego.

O Equilíbrio e tudo mais estão aquém dessa parede.

Ela esta em uma dimensão diferente da nossa, avistei por um portal simples, como uma fenda, uma janela.

O vermelho com alaranjado se faz presente como que a trama de um lençol de cetim abaixo de um tipo de flor que sintetiza tudo que é desprendimento e querência e dor.

A sublimação de tudo pela revelação de nada te atingir foi o que me falou ao coração.

Esse é o ponto. Nada pode nos atingir se ficarmos firme na lembrança dessa revelação

Que eu consiga continuar e que todos mais possam ter o mesmo encontro…

Que ela me fortaleça, daqui para frente…

Gratidão.

Homem tarado por sapato.

Mulher é sobre você que vou falar. Esta me ouvindo? Consegue me ler? Consegue ler os meus pensamentos?

E para que isso?

As coisas podem ser muito mais fáceis para nós dois.

Te garanto isso.  Se desarme.

Pare por um momento de pensar em tantos problemas agora somos só nós dois, isso mesmo só nós dois,  te ajudo a tirar esse nó no pescoço.

Pode parecer para ti que é impossível para mim fazer isso já que não consigo desatar os nós de meus sapatos.E com certeza sei que sempre o fara se lhe solicitar.

Não são de amenidades corriqueiras que eu como seu homem e sei que o sou. Para muitas mulheres sou o que habita somente no imaginário das noites e nas noites. No imaginário das coisas e do olhar nesse e desse grande vazio que se fez e que se faz no tempo e na alma feminina. Eu sou o seu homem.

Me de essa oportunidade, afinal você sabe o por que  de tantos sapatos que tens?

O por que e o para que dessa sua  tara que tens a muito tempo e que não sabe o por que dela e o por que disso?

-Eu já de pronto te digo para mim,  por minha causa.

Sou o homem o que tens em pensamento que habita seus desejos e que vive em sua alma, que sempre sonhara. E que de ante mão já vou lhe avisando não sou o príncipe dos contos de fadas e nem como diria o Jung a busca do Pai.

Sou aquele para o qual sempre comprou seus sapatos, sim eu sou o motivo de sua tara para com os sapatos, simplesmente isso.

Sou aquele que te peço que use salto alto, somente ele, para estar comigo.

E que  você atendeu e me veio com um  sapato  da cor do vinho, do sangue que corre em suas veias da cor do vento e de suas entranhas.

O bico veio fino assim como o bico e as pontas de seus seios que apontam para mim como sendo o culpado de tanto arrepio sentido.

Sem sentido fica ali a luz  e o lençol esticado , os músculos de suas  coxas são  mais importantes agora do que os neurônios do cérebro.

(Sim o assunto é para adultos e para você que carrega a jovialidade no olhar que transpira o liquido salgado e que é doce no seu interior.)

O sapato aperta um pouco os dedos laterais que se aliviam quando se apercebem que ali esta o meu olhar o que faltava para dar o sentido a tudo se faz presente e agora ele percebe-se que foi encontrado, por alguém que lhe da valor e que é a razão de sua existência se enxerga como um sapato e um objeto de fetiche,  que ele não foi perdido em um conto de fada, ele se faz presente ele é o presente.

Que esta ali com sua dona que ele é,  que ela  nunca o deixaria para trás ele se apercebe que a magia não esta na meia noite, afinal ali estão sem saber que horas são e é o que menos tem importância, não é conto, não é ilusório e sim poesia.

Ele agora sente os pés de sua dona a que lhe comanda, sente que ela,  dar alguns passos, em direção ao olhar que ele tinha recebido, sente agora que ela também olha para ele, se sente importante se sente um com ela. Ela  leva a mão ao seu calcanhar para retirar o band aid que se enrolou a medida que os passos foram dados o vinho tinto naquela taça de cristal da boemia em sua mão, pinta um compose perfeito com ele cores matizes que se entrelaçam na trama do lençol, ele que de baixo assiste tudo o que acontece agora com o olhar que sai de seu corpo para ir ao corpo de sua dona que elegantemente,  deixa a taça de vinho ao lado da cama  sem tirar o olhar dos olhos de mim que vus falo.

Eu atônito assisto a isso tudo, mordo meus lábios minha nudez se une a sua somente ali o sapato de salto alto de cor vinho, com saltos altos a me espreitar, não tenho duvidas salto sobre o corpo dela que logo abraça o meu, o risco deixado no lençol pela ponta do sapato desarrumando o lenço que quando da venda se dizia ter mais de mil fios egípcios essa trama se perde frente o encontro do ser, sem drama sem trama.

A comedia humana se rende agora a verdade se rende a descoberta e ao encontro da essência do ser.

Eu a pega pelo cabelo como um senhorio ela se atraca as tiras de couro vegetal que serve de decoração a cabeceira da cama e ali com minhas coxas, empurro as coxas delas para o lado, ela em um momento de êxtase tenta tirar o sapato, com uma das mãos e eu digo, deixa-os assim como estão….estou aqui para satisfazer e me revelar a ambos.

(Como assim satisfazer eu e o sapato?( Pensou ela))

Eu como que adivinhando lhe respondi.

Satisfazer a você e a mim.

Ai o gozo foi intenso. As tiras de couro na cabeceira da cama,  não arrebentaram e não se soltaram por que ela se entregou.

Dormiu de sapatos eu não deixei que os tirasse.

E eu nunca os  tirei….Da minha imaginação.

A carne é fraca.

Então a “população caiu como um ‘patinho”?

Goleiro Cássio do Corinthians diz que esta tranquilo, pois só comia queixada.
Dilma disse que começou andar de bicicleta por que um dia chamaram-na de bucho,
Agora deixou para trás o coxão mole e esta com o coxão duro. É uma beleza para as coxas. Músculos e mais músculos. Na maminha diz que não tem silicone. E que esta bem mais “sadia” depois dos exercícios.
Molusco não se sabe como ainda tem fígado. Ele com aquele sorriso do “Lagarto” foi logo adiantando que não tinha dedo dele nessa operação da lava a jato. E disparou que a mais de 50 anos que escuta sobre isso, Dercy já dizia que era “acem”. Diz também que sente saudade da Maminha que a Mariza fazia. E foi logo com a ponta de agulha alfinetando: Esse moleque do Moro ainda nem saiu da “fraldinha” e esta ai querendo dar um pé no “traseiro” de todos os políticos.
A briga que Marisa teve com o molusco por causa daquela galinha que ele arranjou para pagar as despesas, lembram? Foi um papelão.
Gritava que a cabeça da galinha era oca e que essas safadas não gostam de levar “linguiça”.(uma baixaria total). Seara campo de cereal virou linguiça. Pode isso Bonner? Tony Pelos com Roberto Carlos debaixo dos caracóis de seus cabelos não mais faram propaganda de carnes. Agora é a vez do Mr. “ALCATRA”… com o Hit..As novinhas ninguém resiste, a Carne é Fraca.

Jung, Freud e eu.

Não mudo o meu estado de consciência quando escrevo.

Mas acesso um outro plano ou dimensão. Seja ela a terceira ou a décima segunda.

Freud e Jung as vezes se postam a me ouvir e até opinar. Se falo. Freud aparece.

É só falar ele aparece e dá os seus pitacos, quando entro mais para o lado das coincidências, Igual a essa de Falo com Freud.,Jung sai do pó que foi para voltar ao pó da sala.

Aquele ditado que diz: Do pó saímos ao pó voltaremos, com certeza foi uma metáfora que lançaram para cima do Jung, mas ele me diz aqui ao meu lado: Que levanta a poeira e dá a volta por cima e que sacode sempre o pó da viagem que faz,  Quando sai da dimensão onde esta e vem aqui para encontra e falar comigo. Diz que tenho um papo “cabeça”

E que é para que eu faça o mesmo. Imagina eu seguir o conselho de Jung? Ai que ficaria pior  a coisa.

O “manicado”do Freud com essa coisas que eu falo, associa tudo que falo com Falo.

Eu já não falo nada. Não sou de comentar.

Freud disse que é melhor estar morto do que ver tudo que esta ai, liberdade de gênero, numero e grau. Imagina então se eles ouvissem  um “pancadão”.

Espera Jung, que esta olhando para mim com essa cara? Pancadão é um baile onde se toca Funk…

Fuck? Grita Freud.

Agora ferrou Jung achando que sou “pancadão”( gíria do tempo dele) e a mente do Freud já associa Funk com Fuck.

Melhor para de escrever…que saudade do Chico Xavier.

 

Projeto de vida.

Meu projeto de vida foi traçado a muito tempo.

Um esboço  fiz em e com a minha mente criativa.

Tracei vários planos de como levar ao cume esses ideais.

As ideias foram muitas as ações ainda mais.

Via quase tudo com o olhar pelo ângulo religioso.

Isso dava a minha obra um alicerce forte,

Fundamento religioso era a base de tudo.

Até o dia em que tudo ruiu.

Os pilares de sustentação, caíram no descrédito.

Me separei então do mundo ergui varias paredes.

Fui para o subsolo do ser.

Os degraus foram descidos de uma vez.

Ali fiquei ali estacionei.

O alarme soou,

Escutaram mas pensaram consigo mesmo.

-Foi só mais um daqueles alarmes falsos.

Ou só mais um arquiteto no mercado, com suas abobrinhas.

Nesse compasso tento ver por outro ângulo e apagar da memoria,

A multa que levei por habitar em um projeto sem habite-se e que desmoronou.

Nos escombros acharam-se varias vitimas. Na frente da obra sobrou somente a placa.

Arquiteto Luciano Cesar Teixeira.

 

 

 

Aprendiz de poeta.

Preciso aprender com os poetas que sofrem mais do que eu.

Nesse sofrimento conseguem expressar o que sentem relacionando tudo com qualquer coisa com a dor, com a flor com o disco voador até com a criação.

Eu mal criado, mal amado sem redenção sofro por alem de sentir e ser tudo isso não saber expressar a falta que tu me faz.

Se relaciona com jóia rara com o que sou com o que sei o que eu sonhei não falo, não consigo atingir com maestria o sentimento que se faz em vão em qualquer taça de vinho em qualquer solidão.

Vivo então sem assunto, bebendo o vinho sem razão, não sei fazer outra rima que não seja solidão. A culpa com certeza é do vinho.

Mas hoje não tem como reclamar o vinho é dos bons. Sim mas eu sou de quem? Dos duros ferrados dos ruins dos maus amados.

Um dia serei um poeta estou no caminho, somente o vinho mudou a taça secou a dor também me seca me disseca quem quiser falar de amor.

Sou a flor usada pela metafisica mas insistem em me avaliar pela física.

O perfume que existe no meu sonho ou nas minhas divagações quando exponho são cortados picados até as micras para saber o que tenho.

Um dia sentirão o meu perfume espero que não seja tarde. Ou a tarde, que seja único e que sintam. Eu sinto muito. E como sinto.

Alguns dizem que é amor, outros que é falta dele.

Quem sabe?

Vivissecção

Realidade que de arte não tem nada, escuto o barulho de minha respiração, ininterrupto, perdi a lucidez por alguns anos e acordo no espaço.

Melhor dormir sozinho nessa imensidão do que partilhar a cama com quem não se ama pensei eu nesse momento.

Estou aqui nesse lugar pela ciência? Vivisseção de macaco velho?

Minha respiração se faz por meio de oxigênio injetado. Já respirei o ar de outra pessoa e de tantas outras. Vivia em função de outro experimento o amoroso versus o rancoroso.

Quereria que meu dia de hoje fosse um dia  profético, em profecias um dia corresponde se não me engano a um ano.( Lev. 25:8- as sete semanas de ano, cada dia por um ano. Núm. 14:34 e Ezez.4:6-7).

Mas a ciência ou o destino ou o deus ou o cosmos sabe-se lá quem. Quer que eu sinta como é esperar, aguardar ficar sem forças e suportar.

Sigo aqui ouvindo minha respiração o seu barulho o seu ritmo, hoje durmo só, não tenho quem eu não gosto ao meu lado ou quem eu gosto.

Você que é livre, tem dinheiro, viaja, faz o que bem entende de seu corpo, de suas ações de seus sentimentos, vivissecciona os outros em prol da ciência, perguntou sobre os sentimentos do vivissectado? Não? Não te importa, né mesmo? Esta fazendo isso por que tem verbas tem dinheiro e se acha com direitos porque manda…

Macaco Véio não enfia a mão em cumbuca…o que enfia é porque esta com fome, espera que um dia seja solto. Eu aqui no espaço não posso reclamar afinal ainda respiro.

Coloque a mão para os céus por ainda ter e ser motivo de pesquisa e frieza dos pesquisadores, o macaco velho.

Acho que dormirei novamente…tudo seria perfeito se não fosse o vizinho…

Cada macaco em seu galho. O meu é o de baixo…

Compacto de uma vida.

Manhã de sol, abro as janelas da alma recebo a brisa em meu corpo.

Espreito por um instante a vida que segue la fora o ir e vir.

Meus sentidos se recompõe o sonho que tivera já se vai no esquecimento.

Anseios são trocados por inquietude, esperança trocado por clemência.

Terei alem de tudo uma doença mais grave por assim ficar é o que dizem.

O assunto sempre o mesmo,  as juras sempre as mesmas tudo igual.

Para que escrever? Escrever é uma droga licita.

Sempre peço a mesma bebida. Sento a frente do balcão e o leitor já vai dizendo:

-A mesma de sempre?

Disco de historias, um pequeno compacto simples que já riscou de tanto ouvir a historia de chapeuzinho vermelho.

-Vovozinha para que essa capacidade?

É para…É para…É para. E parou, nunca mais seguiu a historia.

Tentaram trocar a agulha, deram varias agulhadas e nada.

Quando trocarei o disco? Seria a rotação que esta errada?

Vamos ver mais uma vez…

 

 

 

Luciano não é o Amado.

Eu querendo dizer que sou parecido com Fiódor Dostoiéviski ia dar como exemplo seu livro “Assim falou Zaratustra”, mas nesse instante Friedrich Nietzsche saindo de seu umbral onde se encontra os suicidas veio me advertir, que eu estava muito kafkaniano, alem de confuso e confundindo alhos com bugalhos. Que sou realmente parecido com o Dostoiéviski na bebida, mas que como jogador sou péssimo, que não sei fazer esse jogo sujo que é viver.

Levei então os meus pensamentos para mais próximo fui para a Bahia e me senti ainda pior, vi que o Jorge era amado por ser o que era escritor macumbeiro e eu o Luciano que é mais ou menos macumbeiro menos ainda escritor e sem ser amado.

Digamos que usar ou parafrasear o amado erótico em sua literatura e mandar: Chupar. Me sinto sugado…Sampa e o Brasil esta infectado pelos mosquitos e eu um simples ser humano não sou diferente dos outros…sigo sendo sugado.

Que inveja de meu amigo Russo que vendia sua obra antes mesmo de ser publicada, seus vícios eram implacáveis, bebida…jogatina.

Teria eu nascido em século errado? Seria eu a reencarnação de todos eles fundidos? Eu fodido…e sem expressão como autor, seguindo bebendo tal qual, sem jogar e sem blefe.

Fico somente preocupado com o fim que Nietzsche teve, outro erro meu recente foi de confundir sua morte com a de outro escritor…

Nietzsche se tivesse 10 por cento de seu talento e de sua coragem uma hora dessas estaria morto…suicídio é para poucos corajosos e talentosos…covardes escrevem blogs e se mata aos poucos.

Já o Jorge morreu de morte morrida, não precisou suicidar. Tudo isso, porque : Jorge era Amado.

 

 

Espiritualidade hoje…

Jovens hoje em dia estão tal qual no passado na busca e podem se perder, pais e mães, também estão envolvidos.

Busca pelo inefável, pelo conhecimento de si mesmo de ser “desperto”, que é o termo que atualmente mais gostam de usar, fez e faz do ser humano um presidiário de si mesmo, tal qual disse Adoniram: “Fica Dando vorta em vorta da lâmpida”. Abocanham a casca do amendoim achando que é o amendoim.

Desde o inicio da civilização encontramos os homens subindo em suas  torres de Babel ou em seus Zigurats, para acessar o alto, a igreja com sua arquitetura Gótica repete a intenção de estar próxima ao “deus”.

Hoje foram deixadas as torres de lado para usar a ayahuasca veem em Castaneda um visionário quase um ídolo a ser seguido a Erva que era do Diabo é vista hoje com a erva dos Despertos.

Existe também os despertos “Nutella” que ao contrario do nome são Veganos e usam as mesas radiônicas e as consultas ditas “quânticas”, para mostra o poder do AGORA da pessoa e do Eckhart Tolle.

Os encontros e os inúmeros grupos de wattsap pipocam a todo momento, uns dizendo que pegou a pata do elefante, outros que pegaram a tromba, todos na certeza que se iluminaram, sentados meditando fazendo o mudra da perfeição viajam para dentro de si e quando voltam para esse mundo de “meu deus”, retratam as sensações do mergulho dado.

Os cristãos pregam que a consciência crística moram neles, que vivem para o AGORA.

Os adeptos do viver de luz, trazem consigo quase que de cor o livro da australiana Jasmuheen que desde a década de 30 causa furor no meio esotérico.

“Cabalistas”, ganham dinheiro com suas palestras sobre o Zohar, tem a turma também da Geometria sagrada, os do compasso e dos esquadros.

Os crentes demonizam os cultos afros, culpando-os pela matança dos animais, essa é a conversa preferida desses pastores e seguidores dentro das churrascarias desse pais.

Encontramos os vegetarianos que só comem peixe, ou carne branca como gostam de salientar.

E assim a coisa vai seguindo, confesso que já passei por tudo isso…quase tudo só não usei o cipó, pensei uma vez em ir no Céu de Maria tomar umas doses, mas naqueles dias houve o assassinato do Glauco cartunista.

Jim Jones promoveu o suicídio coletivo de 918 pessoas entre elas 300 crianças na Guiana em novembro de 1978 dando cianeto para quase todos.

Com o vinho e a cerveja bebidos desregradamente caminhamos também para um novo estagio, o de dormir e não o despertar.

Algumas das verdades desse momento do nosso AGORA.

No final como diria o sábio de nossos dias: – Vai morrer mesmo….

Salomão que se cuide com suas vaidades e o Espírito Santo por onde anda?

Diria um irmão desperto: – Em greve.

Namastê.

Trilogia B.A.

Nossa  mais uma vez atrasado. Estendo a mão para “pegar” o “busão”, para a estação da luz e como sempre lotado, o CMTC azul e branco para, embaixo de um  braço sigo com a Revista Projeto que acabara de chegar pelo correio e no outro sigo com minha pasta plástica  de cor azul, com a Régua “T” trespassada ficando a parte da madeira para fora ( No primeiro ano de faculdade a piadinha para quem entrava era de que teria que comprar uma régua “T” de bolso juntamente com um apontador de vetor), dentro: escalímetro, estojo de lápis de cor Caran D´Ache, borracha branca e aquela azul que só servia para sujar as folhas, umas giletes para raspar o papel vegetal, bloco de A3 papel Canson, compasso Kern serie B o da caixinha vermelha, canetinhas nanquim, no bolso da camisa caneta e lapiseira Pentel.(Éramos uma papelaria ambulante, Raul Seixas foi arquiteto?)

Os grafites eram variados, os lápis seguia todo o alfabeto, b, hb. Só a Bailarina que não tinha,  pedia dinheiro para comprar bailarina, pegava o dinheiro e dava outro fim bem ali á frente do prédio da Belas Artes. Ali matávamos aula e bebíamos nossas cervejas sob o olhar da Nossa Senhora do Orgasmo, nome carinhoso dado a estatueta que sempre nos protegia ali no alto e que se encontra ali ate hoje, o nome dado foi escolhido por causa das infiltrações que tinha no prédio ali da padaria, com isso estatueta “grega’ ficava úmida, vertendo e escorrendo um pouco da água por seu corpo, dai a origem do nome dado pelo devotos da arquitetura.

Caraca hoje o busão esta bem lotado, Silvana que o diga todos os dias chegava com o compasso na mão brava dizendo que tinha furado mais um: Hoje acertei, bem no saco…dizia ela contente por ter acertado em cheio mais um que tentava se aproveitar da situação.

Chegando a frente do prédio, vejo a lambreta branca do Nabil que já se encontra ali encostada. Subindo as escadas com o piso já gasto, virando a direita a visto o vendedor de livros que pega no chão o exemplar do Neufert para acomodar entre os outros tantos livros, paro e pergunto o preço da coleção de livros que acompanha vários slides e um pequeno projetor preto, com toda a historia da arte, ao lado do livro G. C. Argan.

Subo as escadas de madeira chegando ao corredor na secretaria o carinha moreno gente boa, na cantina a tradicional fumaceira e o cheiro de ovo feito no óleo de soja.

Corro para o banheiro com as suas baias de cor cinza, vejo dois amigos saindo de dentro de uma delas,  beijando na boca escondidinhos para não chocar os outros alunos.

No corredor o cheirão das duas irmãs que  veem la da cobertura, cheiro da Mari e da Juana.

Sem contar o perfume da Annie-Marie, entendi o conceito do “menos vale mais” quando ela se casou com o….Não vou dizer o nome. Suas exposições estão ali pelo corredor.

Eu aproveito e espalho vários pares de sapato trazidos de Franca, mocassim da Samello, Dock Sides,  tudo em três pagamentos sem juros.

Alem da pasta azul trespassada pela Régua T, vejo as paredes do prédio trespassadas por vigas metálicas ferindo-as e os nossos corações, nós ali futuros arquitetos já experimentando os desmandos e agressões feitas pelo capital, alem de destruir sujava- nos todos encardidos…pelo tal do Cardim…

Não esqueço quando passei para o período Noturno, nós em greve, os camburões com suas enormes bocas ali a frente do Prédio perfilados prontos para nós engolir, a policia entrando pelos corredores.

Na Tiradentes deitados na pista parávamos a avenida, nisso um senhor arranca com seu carro passa por cima da Siomara que para nossa alegria, esta ai, até hoje, sem mais sequelas  para contar a historia, já o carro do “assassino”, amassamos ali mesmo.

Coisas ruins ficaram somente para relembrarmos já as boas estão ai para serem lembradas e vividas.

Entro na sala e me deparo com todos vocês. A sala 12 a sala dos apóstolos ficava logo a direita.

A biblioteca com o Carron,  a Lambreta com Nabil e a Vespa com o Luciano.

Só que hoje eu fui de Busão.

 

Bateu e pegou o morto.

Cada um….cada um.

Cada um dá o que tem no coração ou no bolso.

Cada um leva o que tem no coração ou no bolso.

Cada um entrega o que tem no coração ou no bolso.

Cada um… cada um.

Cata um…cata dois…cata três.

Sempre uma carta na manga…duas cartas…três cartas até descartar.

Cartinha de amor.

Correio elegante até chegar o rompante que se faz constante.

Sem remetente se remete sempre ao passado.

Coitado.

Sempre presente no passado por isso descontente…seu presente, sem futuro.

Um hiato no escuro, da solidão da espera na vida vivida com parcimônia.

Amor desregrado…gastado a torto e a direita.

O que você faz sua mão direita  a esquerda não fique sabendo.

A torta é feita com as duas mãos e essa  vida torta o universo é que sovou.

Não tem como ter vontade de dizer vou ou não vou. Ele é implacável.

Disso sou o que sobrou…Do que o diabo amassou.

Dito isso, você diz aquilo. Ditatorial é sua postura.

De compostura falha, descomposturada .

Aquilo que costurou comigo um dia no meu imaginário.

Hoje é ato falho. Troca alho por bugalho.

Eu sou o ato falho, sou o amor.

Sou o baralho, que você corta e distribui a todos.

Bateu e pegou o morto.

Canastrão é o jogo.

Sou o coringa…Bad Girl.