Arquivos da categoria: Ficção.

Gozado.

Pela braguilha se barganha ossos ou banha.

Quando se banha se assanha.

Se assanha no asseio, seus seios se molham.

Seus poros se enchem a água corrente não mais te prende.

A saliva seca todos os lábios molhados pela lambida recebida.

Minha cara lambida meu cabelo que não existe sua franja escorrida.

Escorre em mim o seu veneno escorre em mim seu liquido.

Amor liquido beijo molhado sussurro baixo pegada alta.

Grito incontido assim como o gozo não reprimido.

Comprimido o travesseiro crava-lhe os dentes,

as unhas se lascam, que se lasque os outros.

Quero tudo, não vivo de lascas sou inteiro,

mesmo estando em pedaços.

Olho as suas costas e vejo que…o óleo da massagem nem olhei para ele.

Não tenho olhos para outra coisa a não ser para você, que para mim não é.

O que eu sou para você?

Quer mais?

Abre as…se abra,

eu sei o que tem dentro,

esta na ponta de minha língua,

mas não vou falar…

 

GPS filosófico.

Não sei onde me perdi, procuro em mim, procuro achar nas letras, não me acho.

Acho que me perdi de vez, ou por estar maduro demais, perdido em mim?

Dei um perdido por hora, dei um tempo deixei de procurar uma hora dessas me encontro.

Nova mente, novamente esquecida, esquecido de onde me deixei em que parte do caminho, eu parti? Parto de que lugar? A dor é pior que a do parto,  sou eu que pago o pato.

Procurei nos achados e perdidos, mas não me encontrei, acham que me perdi nessa busca toda, de mim mesmo.

Alguém que me encontrar me diga como estou, se estou perdido a procura de mim, nessas horas ficamos perdidos sem saber o que falar.

Por isso antes que se perca, ame perdidamente, perca um tempinho com você mesmo.

Quem sabe assim você não se perde e se encontra comigo no estagio em que me encontro?

Encontros e desencontros povoam meus contos, se permita voar eu me permito.

Achei o guarda chuva perdido e não estava com ele, nos perdemos, nessa hora perdemos o chão, deixa eu ir estou para perder um encontro, antes vou dar uma passada no correio, de repente me deixaram por lá…quem sabe me encontro por ai.

Quem sabe…quem sabe?

-As vezes estou no mundo da Lua. -Mas a foto é do perdido em Marte, viu só como estou perdido? Espere parece que encontraram alguém:

-Foi encontrada uma pessoa perdida na vida, se alguém conhecer por favor ligar para Luciano, cambio…Putz não deu para responder, perdi o sinal.

Ultimo tango de mantega no fio ó fó de Lula.

Lava a jato agora ataca os que tem a linguinha “plesa” o que não provocou nenhuma surpresa. Palocci esta mais encrencado enquanto os petistas tem o rabo preso Palocci tem alem do rabo a linguinha “plesa”, Lula que não tem rabo mas esta com o Fio ó fó cortando agulhas.

Mantega viajou na maionese e gastou todo o dinheiro de sua conta, mas em breve protagonizara a cena do ultimo tango em Paris, o que era o veiculo no caso a manteiga agora será a via de fato, assim como Lula que esta com o fio ô Fó na reta, serão os dois amanteigados, Rome Schneider, não viveu para presenciar esse momento. Enquanto pimenta no fio o fó da população é refresco no do Lula e do Ministro Mantega será amarga ou ardida como queira.

Lavou dinheiro o ministro enquanto a Lava Jato lava na lavanderia da justiça os crimes do colarinho branco.

Mais um do PT e ainda tem pessoas e amigos e amigas que continuam defendendo esses caras e esse partido, tem gente que não se toca, eu aqui em sampa fico esperando o ultimo tango em paris-cida-do-norte, o Santo Lula ser crucificado sendo ele sem pecados, e as Marias Madalenas do PT, aos seus pés como as Marias Madalenas as virgens do puteiro, como eu sou coxinha não entro desse viagem na maionese e não uso Manteiga…pelo menos a manteiga da Aviação é a saída para o Lula…O aeroporto.

Eu sei já tive o rabo preso, Lula relaxa e se solta se joga se não tiver coragem pega o Mantega, já que a vida imita a arte ou vice-versa…e faça o seu ultimo tango em Paris se não der tempo de fugir, faça em Paris-cida-do-norte.

Se solta louquinha…ops, Lulinha.

Chupa Palocci, vai como esta…não se prenda por causa de sua língua”plesa”, afinal pensa pelo lado bom, já tem a língua “plesa” não vai precisar de tornozeleira.

 

 

 

Chuva de torres gêmeas, com vários atores.

Primeiro Ato.

Enquanto as pessoas passavam o réveillon em Copacabana eu passava no Pão de Açúcar, isso somente para os clientes que não são Mais, nota fiscal na Paulista? Que nada tá cheio de camelô, acamelando, quem come mel pela primeira usa e abusa, e se lambuza.

Chove torrencialmente, para se ter uma chuva de ideias precisa estar antenado.

Ontem o trem passou hoje tem passado, passa novamente, só para quando chove torrencialmente, tal qual a minha mão dormente eles diminuem o ritmo por causa dos dormentes. Só quem tem presente sabe do passado e como passei, agora futuro.

Subi na vida mudei de andar agora é não ficar parado galgar novo patamar, a mão não esta bem, um cão com a pata quebrada um homem com a mão inchada, alarme na escada em casos de emergência durante o dia e na madrugada. Tocou a campainha próximo ato.

Segundo Ato.

Amor bandido os dois são meliantes se prendem nesse jogo de xadrez e usam mascaras, quase que constante, para se esconder de si mesmos, é assim mesmo.

O Sol saiu e eu em trevas no tablado do teatro aguardando o ato, eu nem ato e nem desato, atores com fala distorcida, e torres retorcidas eu de fora e todos em minha torcida.

Eu preciso ter postura no palco, preciso rever o texto o contexto, e contestar esse roteiro imposto hora pela vida hora por mim,  ora por mim?És a única que ora por mim.

Terceiro Ato.

O trem esta passando novamente, será que o cavalo passou arriado e eu não montei? Ou seria a cela que me coloquei, isso sela essa peça, deve ser isso que me impeça de pensar em algo maior ou de sair desse ato, no ato…acabou a Cena, as cortinas se fecham eu no final prometo que o espetáculo amanhã será maior, sem meias palavras sem meias entradas, descalço sem meia, correndo eu preciso é de uma saída de emergência para a vida.

 

 

 

A Galinha próxima da Granja do Torto.

Clara gemendo e com um choro contido,  sai do ostracismo ao declarar que seus pensamentos  são sombrios, dando para ouvir claramente  o apartamento é pequeno como um ovo escuta-se tudo pelas paredes não dava ouvidos as brigas do casal, ocorre largamente casais de mente curta se fecham como ostras.

As palavras usadas em suas brigas piores  impossíveis:  A chama de galinha no enfrentamento ela diz que ali ele não canta de galo, é uma pena um casal assim a chama do amor se apagou.

Moramos próximo a Granja do Torto uma das residências do Presidente da Republica, não fica bem brigas como esse linguajar, afinal ali só tem o nome de Granja. Esse casal para mudar acho difícil, o ditado  diz: Pau que nasce torto morre torto.

Era gorda agora de uma, magreza, magrelinha, sempre andando  fora da linha, ele joga amarelinha com a filha, quando estão brigando fico vermelho de raiva no meu apartamento..ops vermelho não, errei, quem é vermelha e saiu do ostracismo a verdadeira galinha mora na granja  sabemos quem é claramente ela não é de Angola, apesar de favorecer muito a África,   sua cabeça é um ovo e sempre canta de galo, sabemos como ela se chama, apagou a chama da esperança e de amor de muitos hoje, faz com que muitos gema de dor e de desespero todos piraram com ela, quer acender a Pira olímpica, Pirei com tudo isso, Galinha com purê de mandioca, rima com Piroca..

Vou segurar aqui o meu fôlego, vejo que nessas horas o melhor é armazenar vento, para não dizer gases…

Vou contar até 12… 5 +8= 13

 

Diário do presidiário.

Confiscaram o diário do presidiário. Ele se mantinha preso ao passado, depois do confisco ele se libertou. Preso por burlar o fisco esta a vários anos preso.

Agora sobrara a ele somente ler as bulas dos remédios que ganha a população carcerária. Só lhe dão isso remédios que são paliativos  para uma dor maior e tirão no os anos, já se foram anos e anos e com eles agora o Diário.

Preso ao diário ordinário se pergunta: o que leva uma pessoa prender o diário de um preso.

Preso ao diário ele se rebela e agora pensa: saberão de tudo que faço, do meu dia a dia, da minha rotina.

Resolve então se libertar desses pensamentos e se vê livre, entendeu que era um apego simplesmente, quem esta no apego esta pego, preso a ele gritou.

Com o grito acordou a todos que o pegaram e disseram: Cale a boca otário, pois do contrario te viramos do avesso. Ele avesso a brigas calou-se.

E dormiu, mais um dia e uma noite.

Riscando a parede pois  já não existia mais riscos de ser pego,  apagaram as luzes o jeito agora é dormir.

Eu também despeço de mais um dia:

– Meu querido diário.

Semente eu? Somente penso nisso.

Por uma fresta, um pequeno rasgo na estrutura de tudo que é concreto uma brecha aberta pelo tempo permite que água entre o que era treva, penetra um feixe de luz, o calor e abrandando pelo vento que é soprado, o rasgo ali dilacerado agora tem terreno fértil uma única semente que caiu do bico do pássaro a metros de altura, foi batendo em sacadas até que por um milagre, vai parar naquele pequeno rasgo no concreto cinza, a estrutura enferrujada, esquecida carcomida pela ação do tempo, assiste imóvel a morte de mais um ser, agora dentro daquele pequeno espaço, poderia ter tido uma outra sorte se o pássaro que se dizia bom de bico, não a tivesse deixado cair a semente acaba de morrer. E dai?Ninguém tinha ciência de sua existência mesmo… pensava o arame enferrujado, que tomara um susto quando ela batendo em corpo fino, caiu naquele espaço.

A Vida continua assim como a morte da semente,  agora todos continuam suas vidas, o arame ali continuara a ser castigado pelas intempéries até sabe se la quando.

Alguns dias se passam o arame nem mais se lembra daquela semente, que agora inexplicavelmente lança seu narizinho para fora um pequeno broto branco com uma mancha verde, naquele imenso paredão, uma nova cor o cinza agora tem um ponto verde, minúsculo mas verde. Ele não se importa com o lugar que esta, o arame continua ali sem notar o milagre da natureza, o nascimento de mais um ser para compor esse mundão de meu deus.

A semente germinou agora um pequeno broto surge e na noite seguinte o arame sente um corpo frio se esfregando pela sua estrutura enferrujada, querendo ocupar o lugar que já era dele a anos, agora de uma hora para outra compete naquele espaço pequeno escuro, estreito uma fresta somente, mas com esperteza e atraída pelo pouco de sol que dava para avistar ele coloca suas folhas para fora naquela estrutura cinza o vento lhe sacode as folhas, ele um ser único, a vida pulsando em suas folhas. Agora já são mais de 10 folhas o seu caule esta forte, o vento agita aquela pequenina arvore que tem suas raízes apertadas seu caule espremido agora faz uma aprazível sombra no pequeno arame enferrujado, que começa a gostar da companhia.

Com o tempo nasce o primeiro broto naquela pequenina arvore que logo se faz crescer e se transforma em um lindo fruto, com sua formusura certo dia ao nascer do sol, a arvore recebe a visita de um pássaro que apoiado em seu caule começa a bicar seu fruto, e no final leva consigo em seu bico uma pequena semente.

Voando por entre aqueles prédios o sabia laranjeira, deixa novamente cair a semente,  ela vais caindo agora nesse momento….assim como eu também. Encontrara a semente um local para renascer?

Para ela ainda existe a esperança… já para mim sera um milagre ainda mais espetacular Escutei um elogio.. seria elogio o terreno fértil para renascer? Sera que germinarei? Agora não sei dizer estou no fundo da fresta, acabou a festa, sobraram somente os restos…os presentes com fitas não mais existirão, pois eram o que tinham para dar, eu o arame enferrujado subscrevo…enquanto um presente em cada pacote eu estou na fresta.

 

 

Te olhando…

Sua boca entre aberta, os dentes enfileirados dando para ver que aos poucos a saliva que irriga e molha seus lábios, os abandonam deixando-os secos, com uma malha fina e profunda como vales desertos um Grand Canyon, o farelo como farinha na borda, entre os fios do seu buço, agora sua boca se fecha buscando irrigar tudo aquilo que esta seco, meu olhar que lhe seca agora igual ao cajado que tocou a rocha e inundou todo o seu ser, começa a irrigar tudo em sua volta, o veio que jorra, irriga todo os poros, os lábios continuam secos, os olhos agora que piscam, o fio do cílio que sai junto com a lágrima salgada, que escorre, encontrando no caminho minha língua que provoca o encontro e logo em seguida é sugada, o suco e o sugo que continua a jorrar viscoso do pré gozo, perigoso, o hálito se confunde com a brisa que entra pela janela  entre aberta, tal qual a sua perna, que quase me trespassa, cruzando o ar, cruzando o meu ser, cruzada e atracada assim, como os meus braços circundam as sua costa, um travando seus movimentos e a outra, imprimindo movimentos na sua cintura, você com seus olhos agora fechado, o pouco de sopro, as narinas se mexendo a respiração curta, falta-lhe o ar, o som de meu voz, ao seu ouvido lhe traz do infinito a espiral que lhe leva a um estado de consciência regido pelas conjunções e conjugação do verbo amar.

agora esta em minhas mãos as suas mãos, a cruz que é desenhada na cama, pelos seus braços abertos, recebe a minha crucificação, o tamanho da cruz tem o tamanho dos meus braços, fixado em tí sigo minha vida de pecado, luxuria, apego sem pregos, me pego preso no que eu prezo, sem prazo para sair, sem prazo para entrar, ali me comprazo, ali não tem preço , ali não me vendo, estou te vendo, estou te olhando estou te lambendo estou te penetrando a alma, estou dentro de ti assim como esta dentro do meu coração, assim como entrou em minha vida, sem querer eu te pergunto o que quer e você responde com o suspirar e com os olhos fechados, como se eu soubesse a pergunta, que não deveria ser feita, pois já esta tudo pronto.

Eu desarrumado, seus cabelos desarrumados tudo em nós sem rumo, sem prumo, os corpos colados, molhados, suados, sugados, salgados.

Olhos fechados, corpos abertos, pensamentos não existem, domados, tomados, entrelace com classe, amasso.

Te pego de olhos abertos, eles se encontram com o meu, eles falam baixinho, eles não se fixam em meus olhos, percorre todo o meu rosto, que agora encosto no seu, que olhando e buscando o céu, como que trazendo todo o universo, para estar conosco, e se percebe que com eles fechados nos transportamos para dentro de nós.

Os nervos os músculos das pernas, a ponta dos pés se fazem como pontas de flechas, o diafragma que ficara por dias dolorido confirmando e deixando na lembrança o dia que ficou sem ar, e a chama que queimou, que a cama não acalma a alma o que parece acalmar e o que vai tirar a calma.

Agora não da  mais para continuar, não consigo mais…falar, não consigo raciocinar…não consigo descrever….agora…não da mais……agora, agora, agora, agora, agora……………………………………………………………………………………………….

A Sereia escondida revelada pelo anjo.

Um molequinho, conversava com sua mãe os assuntos  dos mais variados, cada dia uma nova historia. Sua voz pausada, era um contraste com a de sua mãe, que tinha o sotaque carregado, dava gritos altos em quanto a cria, uma voz melodiosa, quase um sussurro, o tom do garoto era realmente baixo, seus olhos negros, cabelos curtos repartidos ao lado, pijama verde, não combinando com a decoração do quarto, mas suas historias combinavam quase todas com a decoração, espacial, o garotinho se bobeasse vivia no mundo da lua ou usava “tochico”,  incrível a criatividade do garoto.

Enquanto o menino maluquinho usava a panela na cabeça, na dele seria um caldeirão, um belo de um caldeirão alquímico, de onde saia de tudo. Um galanteador de mão cheia um Don Juan, de mão cheia..ops, esqueci de dizer que tinha um único amor e era fiel, mas era imbatível com as garotinhas, mas fiel a uma só, aquela que as vezes quando passeando pelo shopping, ele cingia a cintura dela com um leve abraço, sua estatura não era maior do que a da menininha, as vezes tento que ficar pendurado no corpo da menina,quase caindo para o lado, atrapalhando a coitadinha levar o seu coelhinho de estimação pela orelha, arrastando pelo chão.

O moleque dizia crer no papai do céu, talvez influenciado pela reza de todas as noites…

-Papai do Céu, faça que eu seja um bom menino…

Uma noite começa a discorrer sobre anjos,mas como ele fazia isso? Ainda não tinha feito nenhum curso sobre religião, estava para fazer o catecismo logo em breve, mas não era o caso. Sera mais uma dessas historias mirabolantes? de onde ele tira tudo isso? E ai por cima,  conta que eram os próprios anjos que lhe contava, dizia inclusive como eles eram e como nasciam, suas vidas, etc…

Passados alguns anos, faz a primeira comunhão e junto com sua mãe, visitam uma Igreja barroca, e logo na entrada ele começa a gritar e perde a compostura, que coisa logo ali, naquele lugar esse moleque fica afoito, gritando bem alto:

-ali, olhe ali Mamãe …eu tinha dito para senhora, olha lá, ele piscou para mim, olha eu te disse…

-Disse o que meu filho?- a mãe morrendo de vergonha todos ali olhando para eles e pensando:  vou precisar levar esse garoto para ver o que acontece com ele…não pode ser normal.

Entrando para a missa, ela acalma o garoto, que agora quieto, não para de olhar para cima e dar risadas contidas, a mãe olha para o alto e não vê nada, e pensa amanhã mesmo marco uma consulta para esse garoto..

A mãe levantando do banco fala para o menino, ficar quieto e se comportar, levantando pega a fila para tomar a hóstia.

Nesse meio tempo o garoto sai de mansinho e vai por traz dos bancos agachadinho, cruza toda a nave da igreja,  sorrateiramente começa a subir pela escadaria que dava em um púlpito bem la no alto , la de cima dava para ver  pelas frestas as pessoas caminhando rumo ao altar da igreja, para receber a suas hóstias, sua mãe era a  terceira da fila, subindo agachado, de repente, com uma velocidade incrível, da um salto usando as pontas dos pés, igual ao que faz no jogo de  basquete, e solta um grito:

-Te peguei….

Todos na igreja voltam o olhar para o alto, nesse exato momento da para ver somente a cabecinha do moleque, que começa a rolar pela escada,  a hóstia que era para a mãe cai no chão assim como todo o cálice do padre, as beatas que sentavam na frente gritam…

-Sangue de Cristo tem poder, outras beijam seus crucifixos, o padre Arregala os olhos. Até então a mãe não tinha percebido que era o seu filho, olha para traz e cadê o moleque?

Escuta ai os gritos…

-Mãe, mãe…me ajuda.

Ela reconhecendo a voz do moleque sai correndo pela nave da igreja,  em sua direção, vendo que um dos diáconos, levantava seu filho que mancava com muita dor no tornozelo e na testa via-se um tremendo de um galo, que pelos gritos,  doía muito…

Sua mãe pegando ele pelo colo, dizia:

-Meu filho onde você estava com a cabeça?

Ele como era “capotinha fraca” (apelido carinhoso dado em função da criatividade)responde em seguida..

-No pescoço mãe…já disse que no pescoço- fazendo o tradicional bico, e aumentando o berreiro…resultado final da missa.

Chegando em casa depois de passar pelo médico, e medicado, com faixas no pé e um “galo’ enorme na testa, a mãe da um banho e o coloca na cama, e conversando com ele, pergunta:

-Filho…a mamãe não pediu para você ficar no banco quietinho que eu já voltaria, por que você desobedece a mamãe? O que você tinha que subir naquela escada  e naquela altura filho? acabou com a missa, a mamãe deixou a hóstia cair, as vovós ali da frente, quase morreram de tanto susto…

-Mãe eu disse para senhora uma vez dos anjos dourado não falei?- então eles estavam lá mexendo comigo, brincando levavam as mãos na frente da boca e mexiam comigo, o que eu fui pegar, passou dos limites, mãe. Colocou as mãos na cabeça mexendo parecendo grandes orelhas e eu ouvia ele dizer:

-você, não me pega, você não me pega…aproveitei a hora que ele ria da minha pessoa com outro anjo, fui devagarzinho e subi as escadas para pega-lo…e olha que por muito pouco eu não pego e seguro a canela dele, se não fosse o tropeção naquele degrau.

A mãe menino assustada diz a ele:

-você quase derruba uma escultura do Aleijadinho.

– Mãe a senhora não viu? o Anjinho Dourado não lhe faltava nada…(achando que o problema era com o corpo do Anjo)

Não aguentando a mãe começa a rir do garoto e falando consigo mesma -realmente só pode ser ‘Tóchíco’.

Passado alguns meses já próximo do natal, o garoto acabando de jantar, indo para seu quarto, escuta na televisão a programação de natal e começa a gritar…

-Mãe…mãe…corre aqui…corre aqui…

A mãe chega na sala de Televisão e o molequinho aos gritos:

-Mãe gravaram aquele dia a missa naquela igreja, eu vou aparecer na televisão, eba…eba…

Ela não entendendo nada, ai vê que o anuncio da missa que o papa rezaria por ocasião  da passagem do ano, a missa do Galo…naquele dia ela realmente teve certeza esse moleque não tem mesmo jeito…vai para o psicólogo, não pode ser…associar o Galo na testa com a missa. Sem contar a historia do anjo naquele dia.

-Na hora de dormir, depois da oração, ela vai desligar o abajur e vê um objeto de ouro parecendo um pequeno broche…ao lado do abajur, assustada pergunta para o filho que já quase dormia…

-Filho o que é isso aqui no seu criado mudo? onde encontrou essa jóia?-preocupada com aquela pequena peça de ouro ali no criado dele.

–  Mãe… é só uma peninha,  saiu aquele dia do anjo dourado, na hora que peguei nele,  hoje esteve aqui, me pedindo ela de volta para que eu devolvesse, ai respondi que só devolveria se aparecesse para senhora também, para acreditar em mim…

A mãe assustadíssima ficou sem palavra,  pois tinha também um pedaço do cabelo de uma Sereia,  inclusive tinha usado vários cremes para tirar o crespo dele, não dando resultado algum…

-Desliga o abajur e vai dormir, deixando a pena de ouro ali no criado.

 

 

 

Origamis esses mosaicos da vida.

Pego um pequeno graveto vejo a consistência dele se esta apto para servir de instrumento para golpear a terra, procuro um lugar mais fofo, as partes onde estão com limo por cima mostrando-se em uma cota mais alta questão de centímetros mas mais alta é mais dura e por mais que o graveto possa ser firme é ruim para furar, passo a mão sobre as folhas que estão ali recobrindo o solo, como uma cama protetora e se deteriorando para alimentar aquela que lhe deu a vida, o ciclo da vida ali a minha frente, poderia pensar em colocar ali uma semente ou um talo de mandioca os talos não precisam de terra fofa e tão pouco muita profundidade basta estar deitado que renascera dando uma nova planta e suas raízes tomaram o seu espaço na terra, mas não eu estou ali com a cabeça em uma outra situação em um outro momento meu intuito é brincar como qualquer outra criança que esta só com a sua solidão.

Defiro o primeiro golpe e logo em seguida outro mantendo um ritmo continuo e o solo vai se rendendo ao meu desejo ali vai se abrindo um pequeno buraco a terra acumula-se ao lado, meus joelhos estão marcados pelas pequenas pedras que cobrem aquele canto do terreno, a ideia é construir um pequeno lago para abrigar um navio que eu acabara de construir,  com dobraduras em uma folha de papel retirada do centro de um caderno antigo, nele anotações de receitas com suas paginas amareladas pelo tempo, as pontas dobradas com ‘orelhas’, na pagina de rosto os dizeres: Caderno de Receitas, logo a baixo com grifos de caneta vermelha sob a tinta azul, Maria confeitaria.

Origami feito com toda a precisão passando pela fase em que poderia ter virado um chapéu, mas no dia anterior já  tinha brincado de soldado, com aquela espada feita com as ripas do estrado ou lastro da cama que quebrou sabe-se lá como.

Depois de aberto o buraco no solo levanto e pego uma lata de 20 litros e vou até o tanque onde encho até a metade e trago pingando pelo caminho para encher o meu lago, vou colocando a água que vai sendo absorvida pela terra até chegar o momento em o meu lago começa a aparecer…mas não se mantém por muito tempo então vou a busca de um pedaço de plástico para revestir o fundo, encontro um saco de adubo sob umas madeiras e puxando solto-o indo buscar aquela velha tesoura que serve para tudo, com ela já corta-se as unhas, papel, e quando chove esconde-se ela, é proibido de pegar pois “atrai” raios, pego a tesoura e corto um pedaço do saco, que ainda continua um pó branco em seu interior, viro a parte do pó para baixo e jogo novamente mais água e pronto estava perfeito, com umas pedras em volta o prendendo tenho o meu lago.

Agora pego meu barco de papel e coloco ali para boiar, ali o Brasil é descoberto, Camões passeia, o caminho das índias é redescoberto, mas chega um momento que escuto um grito: venha tomar banho….e o barco começa a se destruir.

Agora somos iguais estamos na mesma situação, estamos perdidos, as bússolas não marcam o Norte, e no segundo grito:

-sera que vou precisar ir te buscar com o chinelo ?

Chegando próximo a ela, o mar se agita como em tempestade placas tectônicas se movimentam e a grande onda e aos gritos de….

– Menino olha só a sua cor….olha sua bermuda nem fervendo vai sair essa terra dela…

Não tivemos mais notícias do barco.

-Com certeza naufragou no triângulo das Bermudas assim como eu se não tomar logo esse banho…

– Putz esqueci a tesoura…no lago.

 

 

 

 

Sir Luciano meu titulo nobiliárquico Paulistano

Caminhando novamente pela madrugada sobre o viaduto, vendo e mirando cenas que ocorrem em varias janelas expostas para a vida abertas escancaradas querendo quem sabe que um anjo os resgate e os leve desses cubículos fechados confinamentos estranhos com tempo e limite para viver, com vizinhos que atualmente não miram mais para ver o que acontece sabe que ali não rola nada mais que um cruzar de um lado para o outro os voyeurs acabaram desistindo ali não se encontra nada para garimpar naquele quadradinho do lado esquerdo a hipotenusa é traçada por uma cortina ou um forro branco com manchas amareladas, no canto um pequeno rasgo que o gato costumava fazer quando apareceu ali a uns três anos atrás, sua frustração deve ser a mesma da pomba que tenta pegar alguns insetos na trinca feita de cima em baixo na estrutura do prédio quase condenado, com suas manchas negras de infiltração e as unhas do felino que tentava pegar as pombas que pousavam por ali para pegar as formigas minhocas sei lá o que, o bichano desistiu depois de meses e meses ele ali tão perto e tão distante daquela iguaria, teria que se contentar com o pouco de ração que o seu dono lhe servia pela manhã.

Ano passado tivemos um pequeno incêndio no quarto andar a fumaça negra saia pela janela deixando todos apavorados, a corrida para as escadas era feita juntamente com gritos das pessoas desesperadas, uma senhora gritava para ajuda-la com a cadeira de rodas que transportava a sua mãe já idosa, que pegava pela manhã o sol que entrava pelas frestas do brise mal projetado e mal instalado na janela.

Janelas, quadrados pequenos frames,  moldura, fragmentos de uma porção de vida, pequenos casulos onde os ângulos das janelas fossem projetados para compor um ângulo de 120 graus seria um perfeita colmeia…sem mel, sem as operarias, com um zelador e um síndico fazendo o papel da Abelha Rainha, mas ali a aristocracia é somente a do gato que tem registro, e é mais que tudo e todos e vive ali sem honraria,  o regime monárquico não existe foi abdicado pelas circunstancia de seus súditos suas terras já estão definidas, cada janela um feudo, cada feudo tem seu próprio time e religião uma Matrix.

Por que o ser humano gosta mais de viver assim do que em contato com a terra ? Olhando o por do sol sob uma frondosa arvore….plantar e colher ouvir os pássaros, para vir e se tornar um tal qual o pombo preso, com sua comida regrada esperando a próxima carta, o correio já não necessita mais deles…assim como a cidade não necessita mais daquele prédio e muito menos de sua população estão ali por causa da ocupação, desocupados ocupam o prédio, afinal tem de tudo nesse reino até pimenta, noites apimentadas.

Eu continuo aqui andando buscando sabe-se la o que, já até sonhei em ser um quadrado daquele, mas vejo que estou fora até daquela situação paro no meio do viaduto olho aquilo tudo a minha frente, vejo os carros passando e Pulo….

Vejo que as estruturas do viaduto também estão abaladas eu com meu peso conseguir mexer com suas estruturas, antes as janelas mexiam comigo, hoje elas não mexem mais e eu tão pouco com elas….as luzes se apagam, uma o outra fica acessa deve ser os amantes ou aqueles que estão lendo esse relato…a garôa começa…olho para o alto e vejo as nuvens cinzas, e sinto a falta dos morcegos…acho que o tempo passou…mas mesmo assim o meu amor pela cidade continua…assim como a saudade dos amigos que ao meu lado caminhavam, mas sou um fiel escudeiro…

Sir Luciano meu titulo nobiliárquico Paulistano, tio para os mais jovens…

Obtuário do amor

É com tristeza que li o obituário e vi que o amor morreu e justo no dia dos namorados que foi encontrado, dia fatídico dia 12 de junho, a causa do óbito não ficou muito bem esclarecida se  foi lhe tirado a vida, já descartaram a possibilidade de suicídio, a morte não foi de repente como um rompante…não foi assassinado com uma arma, a coisa já vinha se arrastando a tempos.

O laudo do legista descreve que o coração não aguentou pifou, as veias estouraram,  não esta esgotada a possibilidade de ter se deteriorado com o tempo, a deterioração pode ter ocorrido pelas constantes decepções e chantagem de usar o dinheiro como forma de coação de penalização enfim a causa mortis não pode ser definida… alguns palpiteiros aqueles de plantão,  na hora da desgraça se tornam ou dono da funerária ou médicos, psicólogo, psiquiatra, encarnam as varias profissões sempre palpitando,  chegando até a apostar sobre a causa mortis.

E ali no necrotério o amor coitado… morto jogado sobre aquela lapide fria, acompanhado de outros corpos lembrando quase a mesma rotina que tinha quando vivo, não mudando quase nada ali estava novamente acompanhado com o silencio.

Quantas e quantas noites, em seus sofás estofados com requinte utilizando pele de animais mortos para servir de assento com seus capitonês profundos ali se encontrava o amor em sua lapide revestida acolchoada, o silencio sempre imperando o perfume no ar agora ele ali com o mesmo vazio, o mesmo silencio trocando-se somente o revestimento mas a lapide continua a mesma já o perfume…esse sim é trocado e o formol não é Francês.

Os loucos de plantão cada um arriscando a causa mortis, um dizendo Morreu sufocado pela angustia,  outro com certeza morreu pela falta de entendimento, e assim por diante, … pelo abraço forte dado e rodopio, pela falta de respeito, com certeza não foi pela velhice.

Morreu pela falta de beijo sincero, pela falta de verdade, pela loucura…

-Mas dizem que amor não morre, gritou um que acabava de chegar…outro disse morre sim, alguns com um beijo dado…ou pelo beijo não dado.

Novamente os sabichões querendo dar um causa mortis e duvidando até se ali mesmo estava o tal do Amor…alguns pensam que sabem o que é o amor e outros dão palpites, e acham até que o conheceu.

No obituário  consta somente escrito o amor morreu…

Nascido no dia 20 de outubro, teve uma vida curta, deixa alguns parentes e poucos amigos.

Com certeza ele morreu de morte natural, mas tem os que digam que o mataram.

Quem ira sentir sua falta? Somente os que amaram…

Mas como assim… os que amam…não deixam o amor morrer e muito menos o matam ou o matariam.

Então trocaram…se for assim – Quem esta lá na lapide, então?

 

 

 

Naufrágio do ser 22:45 h, Greenwich Mean Time (GMT).

A espera da meia noite desse dia, pois a da minha vida já começou a tempos,

Vinho barato de um dia a espera que o tomem, pois também morre,

Dois a espera do livramento, ainda consigo manter o comprometimento,

Só não estou conseguindo com a vida, não sei quem acabara primeiro…

se a garrafa pela metade ou minha devoção seriam as batidas do meu coração?

Todos juntos na mesma boia que não esta mais dando segurança ao naufrago.

A deriva por anos  inacreditável pelo meus olhos… os outros saberão

somente quando encontrarem o corpo. (se é que fará falta)

Que ficou a deriva em busca do continente.  continente esse

que sabidamente tinha noção de estar dentro dele..sempre esteve.

Por que então continuar a deriva e a enganar a si mesmo?

Nesse jogo ninguém engana mais ninguém…no jogo da vida

não existe boias somente o casco afundado sem o seu capitão..

Navegar realmente não é preciso já viver eu estou em duvida….

O mar esta calmo…as ondas volumosas e a travessia sem norte..

as estrelas somente testemunham e trás luz ao pouco que restou..

não querem ser testemunhas, algumas se atiram na tentativa de salvar..

mas nada podem fazer com o naufrágio do ser…

Quando se perde a luz interior…nem as estrelas iluminam.

Elas lá e eu aqui…22:15 a meia noite esta chegando..o vinho sera

bebido, o sal do sal das lágrimas..harmonizara com o doce? mas…

pode ter passado…assim como eu tive e passei, ai sera azedo; que

também pode harmonizar com o amargo da vida…Saúde, para os que

conseguem se manter na esperança…o meu cabo da boa esperança

acho que acabou…tirei minha bermuda e fiz um triângulo com ela…

de tão suja, parou na forma, cabe a mim..cumprir com os fatos…

não serei o primeiro…e não serei o ultimo naufrago…22:19 hs..

no estreito de….meu peito, do meu coração, teria Gibraltar sentido o mesmo, ou até mesmo Magalhães, Bósforo estreitos é o que não falta, náufragos também…22:24 h

Terra a vista…vista de baixo, caindo,  soltando-se da pá…não quero ser cremado, pensando bem tem o lado bom  nesse naufrágio um pedido atendido…sem terras no rosto, as lágrimas que me afogam, tenho que agradece-las…

22:25 h.. falta pouco para a meia noite…

Mulher aprontando, me desarruma.

Uma mulher colocando meias finas ao seu lado, ajustando com o puxar dos dedos para que se molde melhor que não fique sobrando nos pés, de cor preta, vê que a meia esta desfiada e volta para trocar por outra, andando pelo assoalho, faz a troca e depois calçando sapatos pretos de verniz, rodando a saia para ficar alinhada com o quadril, passando as mãos como que se fosse desmarcar a meia e a calcinha que esta por baixo, cabelos presos com ramonas presilhas plásticas e prendedores em forma de bico de pato metálico com algumas mexas soltas do que esta preso, comprimindo os lábios, enfiando no tubete a haste que vai dar cor e forma nos cílios após o formatador de cílios ser apertado, fazendo as viras daqueles longos e lindos cílios, o sutiã de rendas e você ali olhando e é acionado para fechar o botão e puxar o zíper da saia, como se não estivesse ali o olhar dela se mantém firme no espelho as luzes faz com que o buço fique molhado e seguidas vezes é limpo com cuidado, os olhos fixos sombreados, agora um pouco maiores delineados, o rosto massageado com varias cores, uma tela ali sendo pintada a sua frente. As sobrancelhas sendo penteadas, as pontas dos olhos marcadas, os lábios agora recebem uma atenção maior agora não se mexe mais será feito o traçado um novo desenho ou melhor trazer o que esta ali sem marcação, e são agora marcados.

A blusa pede a minha ajuda para vestir, o sapato alto de verniz é retirado com uma das mãos e ajustado novamente nos pés.

O cabelo é solto como em  slow motion, as madeixas soltas ali compõe agora o final da arrumação.

Agora o caminhar pelo assoalho tem um outro sentido um outro barulho o caminhar é ereto, a postura única o lenço e a carteira grande levada a mão compõe o visual…

-Nossa como você esta ainda mais bela.

O sorriso nos lábios mostra que esta com marca de batom no dente que informo e ela tira rapidamente esfregando o dedo indicador. E de presente por ter assistido na arrumação e apoiado ganho um beijo de leve nos lábios para não tirar o delineador e o batom.

Abro a porta para sairmos ela entra agradecida, baixa o espelho do lado do passageiro da a ultima olhada cruza as pernas em forma de cruz e diz:

-podemos ir…eu pergunto qual restaurante quer ir jantar? Ela me responde:

-no caminho te digo…

Saímos começamos a passear e ver onde iríamos, e inusitadamente ela me diz

– Podemos agora voltar para casa ? estou ansiosa…

-Como ansiosa??? como assim??

– Sim ansiosa, voltei para casa abro o portão entramos com o carro e vejo a mesa posta com vários pratos (vegan, vegeta) e um champanhe e vinho sobre o aparador…

Ela me diz:

-pronto vamos jantar…