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Oximoro… Oxê Moro…Axé moro ASÉ…

Hoje acho que o silencio ensurdecedor é o meu grito.

As pessoas gritam nos restaurantes eu escuto calado e falo baixo.

Acham que não tem culpas os inocentes eu os culpo pelo grito, bem baixinho.

Se ficasse frio se fosse frio se fosse um gelo seco e sem graça nem esquentava.

Ilustres desconhecidos no mundo por isso se mostram não me conhece, não os conheço.

Uma guerra pacifica se trava no escuro do silencio fecho-me e me calo só grito por dentro.

Tenho um doce veneno que alimenta a isso tudo nem todos tomam de mim esse veneno.

Um verdadeiro morto vivo com alguma falsidade, “Falsiane” a anos, essa é a verdade.

Geniosamente ignorante essa postura mas fica aqui o alerta que todos ignoram com genialidade.

Pescaram? Relativamente rápido, bem lentamente…É de causar alegria essa tristeza?

Agimos amigavelmente amistosamente com esse inimigo.

Vagal vagabundo sentimento que você ainda coopera…não sei se bom ou se ruim.

Sou um néscio catedrático nesse assunto inicialmente para todos os que já terminaram.

Sou um mentiroso que presa pela honestidade juro…por deus.

Botânico tânico.

Quanta perda de tempo discutindo a sociedade ou a politica ou a promiscuidade.

Não discutimos e nem falamos sobre as flores sobre as cascas das arvores,

falando assim pode parecer que sou um sonhador.

Plantas que estão ai com seus significados os amantes escrevem seus nomes no bambuzal.

Os religiosos despacham suas mazelas no bambuzal.

Eles vergam, balançam seu verde e seu amarelo, local para uma serpente se viver.

Mangueiras tem seus galhos fracos e seus frutos doces, jabuticabeiras da mesma forma.

As orquídeas não tem pudor de mostrar seus esplendor sendo uma parasita.

Os parasitas na politica não tem pudor em mostrar seus parasitismo á sociedade.

Precisamos falar mais da grama e esquecer os quilos dos fiz por que quilo.

Sociedade parasita tenho minha culpa.

Estou vergando vi que não sou bambu

Sou aos olhos dos outros uma orquídea.

Os pássaros traçam voos altos,

 

 

Andando sobre as águas.

Rasteirinha da uma boa rasteira, qual a profundidade do seu amor?

Qual a profundidade do seu sentimento, qual a profundidade dos seus assuntos.

Superfície de uma cama te dá pé? A profundeza do oceano seu amor já viu?

A profundeza do amor seu amor já esteve por ali? Prendia a respiração?

Amor profundo não é me levar para o fundo e me destruir.

Amor profundo é o mergulho do ser sem precisar de ar pois se perde a respiração

Se perde de você e se encontra em mim, o universo do amor é maior do que as profundezas do oceano.

As profundezas do ser você não consegue ir você só sabe dar rasteira.

Esta mais a sua altura, se vê a cima, olha do alto, olha do alto da rasteirinha.

Esta acima do nível, esta acima do zero.

Eu estou no fundo…no fundo…no fundo.

Eu aprofundei não uso boias…

Sou um oceano…você o mar morto.

Bóie…bóie..

Seu criado mudo, Online.

Dia a pós dia sempre ocorre o inevitável, já não discuto mais.

Mal criada com seu criado mudo.

Acabaram os discursos o curso vai ser tomado ou reconduzido,

não mais por mim, sabe o  ponto zero onde também é uma posição?

Posicionei frente essa sucessão de conflitos uma novela, que precisa se transformar em um monologo, logo.

Não logo mais, até logo mais?

não ligo mais e quem liga para isso?

Sem liga sem escola de samba eu já aprendi, dancei.

Longânimo eu já fui penso eu.

Penso logo existo,

penso logo desisto. Uma hora eu mudo.

 

A Dama da Noite.

Para dizer que falei das flores da arvore da dama da noite, ela exalava seu perfume inconfundível único era exagerado de bom, a memoria afetiva se iguala.

Um quarteirão de distancia o perfume sobressaia a noite bucólica trazendo um alento de que existia poesia  naquele quarteirão, o perfume suave refrescava a noite quente  a pouca brisa levava a fragrância que enfeitiçava nossas mentes.

Uma vez percorrido o perfume por nossas narinas atingindo o cérebro a transformação se dá para todo o sempre um ritual sagrado de cores e aromas nunca mais subtraído de nossas mentes, o desentibiar era imediato, aclarava a mente entorpecida.

O verde de suas folhas o branco de suas flores em caxos encaixava-se perfeitamente ali naquela calçada na entrada de minha casa e se encaixou em meu coração e mente.

Todas as outras flores se sentiam tranquilas e guardavam o perfume para o dia seguinte sabia que a tarefa de perfumar todo o quarteirão a dama da noite cumpria com facilidade.

Nenhuma outra dama da noite ficou em minhas lembranças como essa foi e é real, quem dera as minha noites fosse povoadas pelo perfume da Dama da Noite, minha respiração já vai fraca, o imaginário hoje é o que entorpece, o desentibiar já não se faz mais presente, o presente que tive no passado eu vivo hoje nesse meu futuro de poucas cromátides e sem o seu perfume…

De seu admirador, amante do seu perfume…Luciano.

Musica Free…The Woods – Silent Partner.

 

“Seis mií”, Ladrão.

Madrugada mais uma na minha vida, um jogo de cartas marcadas,

surradas, com orelhas as vezes sou o orelha, nesse vicio que é viver.

Tenho pouca paciência as vezes me “em baralho” todo, antes dava as cartas,

hoje somente a parceira me pergunta se quero mais cartas, quase um canastrão,

nesse jogo que é a vida.

No jogo todos querem pegar o morto logo, na vida se afastam dos moribundos,

os que queimaram as cartas estão no buraco trancados em si mesmo, com a tranca para dentro.

No necrotério uma espada afiada, para cortar o morto uns visam o dinheiro, por só ver o ouro de tolo minha arvore até que deu frutos mas é bom deixar o passado para trás, afinal eu também já passei alguns para trás agora é ir em frente, se precisar faço cara de paus, como todos fazem que  por sinal esse é o truque.

São sete palmos de profundidade que me espera e não sete e meio, e segundo dizem:

Deus não joga dados, a vida é uma caixeta de surpresas.

Por que ? os porquês, poker? Para que? Os que tiver fé maior que um grão de mostarda, falaram aos montes: movam de la para cá, daqui para lá, como um passe de magica:

-Zap… Roubaram até os montes da minha vida, difícil carregar as pedras sem fé.

Acabei ficando com o MICO embaixo de arvore de sete-copas com os morcegos sobrevoando o meu imaginário…logo, logo solto os morcegos e não é blefe, só falta bater na mesa, tenho esse coringa na manga…sou o BATMAN.

Já, já…Escravos de Já, jogavam caxangá.

Eu já causei. Eu já casei. Eu já cansei.

Eu já Amamentei. Eu já Amassei. Eu já Fui.

Eu já Ferrei. Eu já Flertei. Eu já Fartei.

Eu já colapsei. Eu já comprei. Eu já comunguei.

Eu já sei. Eu já sonhei. Eu já molhei.

Eu já sinto. Eu já Minto. Eu já finto.

Eu já xinguei. Eu já chamei. Eu já falei.

Eu já vivi. Eu já sorri. Eu já Morri.

Eu já caguei. Eu já machuquei. Eu já acabei.

Bem-te-vi, agora não quero te ver.

Bem-te-vi é uma ave monogâmica, defende seu ninho de forma brutal, é agressivo com outros pássaros e até com outros animais, as vezes ataca até gaviões  que entram em seu território, mas pouco sabem disso.

São bonitos com a sua cor amarela no peito e com o seu canto atrai a todos, sempre com o seu canto que parece estar dizendo que viu o seu bem, Bem- te-vi. Um desses pássaros vivia alegre, voando para todos os lados, livre…Uma menina rica nunca tinha visto o pássaro e muito menos o seu canto, quando se deparou com ele vendo sua plumagem amarela,  seu olhar penetrante que a sobrevoava sem parar, soltou sua voz: Vi bem te vi, ela ficou encantada, nunca um pássaro tinha a feito parar para olha-lo e muito menos tinha cantando em seu ouvido, o som emitido pela ave encantou aquela menina rica.

Ela passou a reparar ainda mais naquela ave, como era bonita, livre, feliz, cantava e encantava a todos.

Certo dia a ave veio a sofrer um trauma e ficou com sua asa pendida quase que quebrada, não se sabia se tinha sido uma paralisia ou outra coisa o certo é que aquela ave estava ali a frente da menina, tinha caído do céu, e ao cair cairá também o seu próprio céu, a menina que as vezes trazia comida para o pássaro agora se viu com ele em suas mãos. Como leva-lo para casa? como cuidar dele já que não podia contar que saia todas as tardes escondida de casa para estar com a pequena ave.

Resolveu então cuidar do pobre passarinho que agora já não cantava era somente dor, sua asa ficava arrastando pelo chão, ele não conseguia voar e com isso não conseguia mais se alimentar, no inicio ele foi um tanto quanto agressivo com a menina, afinal um pássaro nunca tinha sido acariciado ou tocado por uma pessoa, a menina então arrumou uma caixa de sapato, ou melhor de uma bota e fez dois furos, um grande na frente e um outro lá do outro lado, tirando isso não tinha mais ventilação, na caixa da  bota tinha caído um pouco de borra de café que era oriundo de uma explosão de uma dessas cafeteiras que dizem ser italiana, a caixa estava ali para ser jogada no lixo e a menina recuperou-a para abrigar a pobre avezinha. A ave a principio ficou triste e com medo afinal ser acondicionada naquela caixa grande, ficava a principio em um só cantinho da caixa mas com o tempo foi se soltando e andava naquela caixa cumprida mais parecia um grande corredor que ela ali se mantinha, tudo aos olhares daquela menina.

Com o tempo a menina viu que ali não era mais lugar para ficar a sua tão querida e amada avezinha, o bem-te-vi passou agora a cantar dentro daquela caixa até que um dia a menina arrumou uma linda e espaçosa gaiola, uma gaiola diferente, ela fez um teste e viu que o bem-te-vi, não conseguiria sair dali estava abalado e depois tinha se apegado a ela e ali se criou uma relação de amor, na gaiola tinha até poleiro, um grande recipiente com água que no verão a avezinha, até arriscava lavar suas penas e uns pequenos mergulhos, a mocinha cuidava dela com muito carinho, trazia-lhe comidinhas penteava suas penas, e com isso pedia para o passarinho cantar e não é que ele já estava até “ensinado”, o passarinho se apegou aquela mocinha.

Sua gaiola agora estava lá no alto, sua gaiola estava ali, até que com o tempo a mocinha foi se enjoando da companhia do pássaro,ele estava sempre querendo que ela desse atenção para ele, pois afinal ficava sempre sozinho, isso cansou a menina que um belo dia saiu e não voltou mais, ficou dois dias sem aparecer e falar com o seu passarinho preso na gaiola, ele triste não mais cantava e olhava la de cima da gaiola, passou uma andorinha voando ao seu lado ele olhou, e pensou será que esse passarinho também tinha uma mocinha que parecia gostar dele e foi embora? olhando para a andorinha com sua penas negras, pensou será que ela vê o que essa mocinha fez comigo? Viu o meu Luto e quer chorar comigo? Enquanto isso as andorinhas voavam perto dele naquela parede branca algumas até assentaram  por um instante para depois voar e ficar ali somente um bem-te-vi, que não te vê mais mocinha…Viu.

Tarde antes que seja tarde

Cavaleiro…na tarde vazia uma tipica tarde de sampa e que linda ela é, fazia tempo que não a via assim, quando entrar setembro, já dizia Beto Guedes, vou escutar para completar a visão bucólica te agradeço a companhia, com sua companhia sinto que tudo se resume ao seu sabor ao seu corpo ao seu bouquet mesmo sendo um vinho barato curtimos juntos esse barato que é a tarde de sampa.

Curtir a tarde de sampa enquanto a tempo, enquanto existi a taça de vinho enquanto temos um canto, eu canto novamente…tristeza e mornidão combinam com a tarde.

Tempo eu quero viver mais 200 anos é o pedido do Beto o meu é que poderia morrer agora em 200 segundos que estaria perfeito não curto mais a vida, sentirei falta da tarde de sampa.

Sentirei o que não podemos sentir, quando ainda sentimos saudade, quando ainda sentimos a filosofia não temos que sentir a dor, o desprezo o esquecimento a noite fria e torpe, não quero falar da dor…não quero falar do amor, não quero deixar fluir o amor, ele é falso assim como a vida, assim como o desejo assim como a idolatração do ser a idolatração do dinheiro e do status.

Quando penso de você fecho os olhos de saudade…tenho tido muita coisa, menos a felicidade…nesse tarde e em outras, somente o vinho me conforta somente as lágrimas me hidratam com seu sal…sou sem sal, não doce sou amargo assim como minha mente e meus poros, meu gozo e minha raiva meu ódio, como gostaria de ter ópio, para voar…

Sei que o amor foi e sempre será o meu ópio e Deus uma invenção.

Não consigo me reinventar, mataram o amor…o amor é uma falácia uma cagada.

O Amor é uma taça de vinho quando se finda…O amor acabou…o vinho ainda resiste.

A taça é sua o prémio é seu, parabéns eu só quero ser feliz.

Ou morrer antes que isso aconteça…

Que se foda o mundo, que se foda Deus, que se foda tudo…Isso é libertador somente a poesia resiste a verdade…somente a poesia me entende somente, quem sabe a morte?

Ufa que linda tarde o sol esta a pico, que lindo…que gratidão que paz, que mansidão que mornidão que suspiro lindo…que belo as plantas, que lindo o trem azul…

Feliz Niver Sampa de Luciano, Caetano e de todos nós.

Todas as coisas acontecem no meu corpo,

Quando cruzo em todas as ruas do bexiga a periferia e a estação.

Quando nasci aqui, eu não precisava entender.

Nas esquinas olhe para o lado,

As meninas hoje são meninos e os meninos meninas, sem falar nos transexuados.

 

Rita Lee é  manifestação a tempos,

Ela sempre traduziu Sampa.

Tudo acontece no meu ser.

Da periferia ao espigão da Paulista, coração.

Quem encara, quebra a cara.

Tudo é valido, só quem consegue enxergar vê.

Quem enxerga vê de tudo, de agosto a agosto.

Narciso, narcótico para nós, sua irmã seu espelho.

Na mente faz estrago ao novo e ao velho,

Já fez no passado até para os Mutantes.

Sempre existiu desde o final.

Sempre deixa ai para você aprender.

Não existe outra cidade para que se sonhe.

Nua e crua és São Paulo.

Tudo esta inscrito, no instinto, no intrínseco.

Opressão existe filas, vilas, favelas,

Poderio também e a destruição feita pelo PT.

Poluição existe ainda mais, as nuvens encobrem.

Sou um poeta da cidade.

Oficinas, falta o verde, inunda sempre.

SAMBA VIVE em Sampa e eu também.

Cidade menos racista,

Baianos, Mineiros, Haitianos,

e o mundo todo te ama.

 

 

 

Não grita.

O silencio e você de frente  me dando as costas, a perna formando um triângulo, sigo pela hipotenusa com a hipotética e sabida presunção que não resistiria a aproximação no seu ângulo quase reto, se pode se chamar assim, a sensação sentida na pele se reflete pelo arrepio agora visto nela mesma, me transporto e me transformo para ver de perto cada poro.

A respiração me leva ao alto e me traz novamente ao baixo, e sigo firme e me mantenho no propósito, a propósito e propositalmente infiltro em seu ser, na sua mente, os seus olhos já não me vê  eles sentem as pálpebras não se contem, a respiração sim esta contida, quase não se sente, como que não querendo emitir nenhum som, o ouvido não da mais ouvidos, ele se entrega o ir e vir da língua esse compasso quase que ensurdecedor,

inspira o grito que sai de sua boca sem sentir dor. Como pode um grito avassalador sem sentir dor, sem sustos…como grita, o travesseiro ali como parceiro, faz as vezes um sufocamento diferente sufoca-se o grito, sufoca-se para não mostra ao mundo o quanto o gozo tem som…os decibéis se mede o que não se mede é o quanto se pede para não contar…o som da pele só é medito após o grito contido após a saliva já não existente, da garganta sai somente o som…o coração ficou ali contido na boca…pela língua que agora obstrui e lubrifica, quando vou tira-la de sua boca você grita…

FICA.