Monareta com breque de pé

Quem não lembra dos meios de transporte em Ituverava? 
E a Dupla de viola Munhoz e Mariano achando que seria novidade o Camaro Amarelo o “FITIPALDI” de Ituverava, já era doce, doce…muito tempo antes, hehehe.
Mas vamos la com mais uma do Kaverão e da turma do chicletes.
Uma professora pediu para todos da classe ( cidinha macedo? era isso? morava com o marido em baixo do cine regina), que levasse coisas diferentes para falar, eu levei uma machadinha de índio , acho que um cocar também, que ela me emprestou.(1966)
uma professora que demonstrou amor e ensinamento, com todos da classe inesquecível a minha primeira professora…tinha 6 anos de idade, Eu Kaverão, lembro que chegando em Ituverava, ganhei uma bicicleta que andava com rodinhas de apoio, pequena, que foi destruída por uma amigo que emprestei ele bateu em um carro ou o carro pegou ele não me lembro bem, mas o cara do carro não vou com a cara dele, até hoje, heheh.
Depois ganhei uma Caloi de segunda mão de uma prima. Era o meio de locomoção em Ituverava, na sua maioria a mulekada tinha bicicleta. Teve um lançamento na época que deixou todos loucos, era a monareta, putz, objeto de desejo de todos, com breque de pé..vc rodava o pedal para traz ela brecava..um avanço, O “Thathio”, filho do Zé de Aquino da farmácia, tinha uma que era de babar, com franjas de plastico saindo da “manete” do guidão multi colorida, era a alta tecnologia em termos de bicicleta na época, que o Maçarico e a Dona Maria arrumavam, ali ao lado do mercadão. O Masahico o japinha ( a maioria chamava ele de maçarico, hehehe) baixinho gordinho dava uma atenção maior para mim, pois era amigo de um tio o Bodinho e os dois frequentavam o bar do macaco, era uma galera mais velha que ficava ali no macaco, conversando, tinha também o tio do Niltinho. E nóis dos chicletes no banco da esquina do Aritana, já não existia mais a fonte de águas ali no centro do jardim com suas varias cores..
Dona Maria mãe do “Maçarico”, hehehe e da “Dinia Montsutsumi”, andava sempre com os pés para dentro com sua havaiana, mãos cheias de graxa, com os dedos com bastante micro cortes, segurava a câmara de ar, para encher, com aquele compressor que ligava e desligava, a câmara fazia seu bailado, assim como Deus insuflou o halito no ser humano aquela câmara de pneu se restabelecia, levava para um recipiente cheio de água e achava o buraco, que era secado e passava uma cola e ali estava mais um remendo entre inúmeros que eram era feitos, inseria ali no pneu que era montado na frente do dono da bike, tudo feito na hora, como uma “shushim MAN”, O Bila nessa época ja namorava escondido, um tranqueira amigão do TG, hehehe, Numero 20
Na rua passava o “Fitipaldi” com seu Oldmosbile…ou Camaro não lembro a marca, automático..único na cidade de cor amarela, lindo o carro importado, era o máximo. E os caras da musica sertaneja acham que é novidade ficar doce..doce..doce, não conheceram o “Fitipaldi”, heheh, essa musica já tinha sido profetizada a tempos..
Com uma moto BMW, passava o toninho da torrefação, sempre aos olhos do Guélinho, com seu saco de pipoca no fusquinha branco, com pipoca na boca e seu chiclets ele mascava ao estilo dos westerns americanos Epa…o Nelsinho PASSOU correndo como um louco aqui na frente do Aritana, o fusquinha quase capotando, em uma curva perfeita aos olhos de todos, o Caiçara chega quase a dar um passo para traz, com medo que entrasse no AL DI LA…um dia o Paulo, dizem que foi ele, acerta o relógio do Pilec com um tiro de 60 metros no alvo, pontaria perfeita ele e o DUDU, fora de série com as espingardas ” Boito” de dois canos, na época no “cautrim”, não tinha pra ninguém.
E “noís”do chicletes vendo tudo no banco da praça do jardim, aguardando a hora de tomar uma vitamina no João da vitamina, com aquele semblante sempre feliz, hehehe…com aquela cara boa.

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