Na terra do quase nunca é tarde de sol, hoje foi.

A beleza dos dias, o prazer da lucidez a falta de ressaca, a embriaguez elucidativa, a loucura da tarde fria com uma fresta de sol fraquinho esquentando a alma, parece que o tempo anda, ainda mais devagar, sensação quase incomum ás tardes, assim como é incomum, a lucidez, mas ela é possível, posso garantir. A viagem maior é a que temos dentro de nós mesmos, o roteiro é quase sempre criado na hora, o destino nesse momento é voar em paralelo aos raios do sol, sem nuvens, um céu de brigadeiro, com a falta de pássaros voando quase sempre sem tempo, e eu sigo em meu voo, planando em minha lucidez.

Uma festa ter o sol na testa, na fresta, tem quem detesta, na embriaguez tudo presta,

A minha atitude me empresta o que resta, sem pressa me atesta esse é o caminho.

Devagar agora, não se apavora com o andor sem passos, tudo passa, até o ferro que fere.

Derrete não vai a forra, nem dentro de você e nem la fora, mude a atitude, quietude.

O que grita é o coração, o que fala é a consciência, e o que escuta se beneficia,

A inspiração que inspirou a monção e a mão, do são, não vai ao copo,parece maldição

E a ti, o que parece? Até parece, que não vou aparecer, primeiro que sou aparecido,

Isso mesmo antes de ser o Luciano eu sou um pouco aparecido, mas hoje me procuram

Desapareci por hora, “qui sas”, por um tempo, mas me encontro sempre com a lucidez.

Fazia tempo que não nos encontrávamos, a lucidez é muito louca, fico pirado com ela.

Encontra-se a Lucidez quando se esta perdido no escuro da mente, somente…realmente,

ela só mente…e não estou falando de ninguém em especifico que isso não sirva para alguém, a não ser para mim,  pois o pulso ainda pulsa, a carapuça, e a muriçoca é um pernilongo…

Tenho esperança…sinto isso, espero sem ânsia, tenho no fundo, fé, e já cheguei ao fundo.

 

 

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