“Pedaladas” em Ituverava?

Lembro dos suportes para estacionar as bicicletas no Instituto feitos de madeira, entre aquelas pedras britadas.

Lembro das pedaladas quando enfeitávamos as rodas das bicicletas com papel celofane com as cores dos Brasil nos raios

Lembro das pedaladas que eram dadas para se converter açúcar em algodão doce.

Algo tão doce que não esqueci lembro também das pedaladas dadas em sua “magrela” pelo senhor que vendia bilhetes e tinha somente uma perna.

Lembro das pedaladas nas monaretas com freio “de pé”, lembro das crianças enfiando suas pernas para pedalar nas bicicletas monarks, eu andava em uma de mulher da Caloi, com manetes azuis e filetes de plástico pendurados.

Lembro das pedaladas necessárias para andar de mobylete, lembro não das pedaladas dadas pelo padre com sua batina, lembro das mulheres sentadas na garapureira  com as duas pernas para um lado, com suas saias ao som de Galopeira.

Lembro das pedaladas que não eram dadas descendo da “estação”, ou descendo para a cachoeira, levantado cascalhos com o guidão trêmulo.

Lembro quando batia o pedal na canela, lembro quando parava a bicicleta na sarjeta encostando o pedal e dando um giro na roda de traz para sei lá o que?

Lembro do sargento parado na sarjeta com sua bicicleta sem pedalar.

Lembro que para pedalar tinha que emplacar a bicicleta na prefeitura.

Lembro da “luizona” pedalando com seu radio de cor vermelho, preso na garupeira da bicicleta fixado por “câmera de ar” de pneu de bicicleta.

Lembro do Masaiko e da dona Maria levantando a bike pelo “silinho” para rodar os pneus da bicicleta, lembro deles afundando a câmera de ar para achar o furo

Era a bike do Toninho que era motorizada e não precisava pedalar?

A Dilma pedala e não quero me lembrar. Não dá pedal.

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