Receber a pedrada doí menos que a promessa alçada

O papel fica com vergonha alheia, o lápis não suporta a força imprimida,

o coração não quer compactuar não quer jogar fora aquilo que esconde

A dor é estacionaria, a dor quando sentida e sabida, é estacionaria.

As águas paradas , represadas são o retrato da ruptura, sem mover.

A quem interessa as palavras lançadas, escritas sem nada?

Nem mesmo o escritor consegue ficar com elas, o poeta perde a voz.

Não jogam nem mesmo uma pedra ao lago tudo ali estacionado.

E o tempo passa e as águas ali, as estrelas agora refletem sua luz.

Mas nada adianta…nada consola e a solidão que te isola,

O outro lado da moeda, e da vida, a escuridão de estar só.

Todas as vezes que passar agora perto de uma represa,

atirarei uma pedra e conversarei com ela, a pedra lançada

dói menos do que as promessas essas atingem a alma.

E as pedras se farão presentes, criam círculos, criam….

Ou melhor entrarei na lagoa…serei um circulo.

 

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