Taxo.

“La pa trais”, lapa me trás e lá para trás me levou.

Acho que o trajeto que fiz e faço me levou e me leva.

Até nevou no semiárido. Neva agora até no serrado.

Acima do equador e abaixo.

Nesse xaxado a baixo para baixo e tem baixo para alto.

Abaixado para pegar o tacho de cobre, que com zinabrado se cobre.

Ali Um moleque endiabrado, para ele sobra às sobras do pé de moleque,

Eita moleque que de coitado não tem nada, sobrou para ele á pá de madeira e com ela ele faz o seu riscado.

No doce de leite na goiabada e até no sabão de soda que com cinzas é confeccionado.

As cinzas do carvão que risca e suja é a mesma que faz o risco preto e o cinza ficar branco tal qual a neve que caiu no semiárido.

O moleque vai”ariando “agora aquele tacho fundo, dourado, sua avó o olha lá do fundo,

Abaixou pegou novamente o limão para esfregar com movimentos ritmados.

Aprendeu com aquela que o via e o seguia com o olhar desconfiado.

-Esse moleque, precisa ficar de olho nele, queria tirar uma vez o zinabre com vinagre.

Eita moleque todo dia endiabrado e a noite até deitado, faz o seu riscado.

A dias estava o tacho parado lá em cima pendurado olhando o moleque cá embaixo,

O moleque às Vezes sentia e achava que o tacho o olhava e o tachava de varias coisas.

Dai então ele se virava e se gabava da beleza que tinha ficado aquele que por ele tinha sido ariado, não adiantando nada aos seus olhos ali continuava.

E se fazia de arrogado e a modéstia as favas, gritava:

Tem que ser muito macho para deixar o tacho assim tão bem” ariado”

Sua avó lá do fundo gritava: Falo baixo, deixa de ser medroso é só um taxo.

Eu não acho… Pensava o moleque cabisbaixo. Logo ele que ia tão alto com suas diabruras.

Era um cagão ali em baixo de um simples taxo.

 

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